Adolescente suspeito de estupro coletivo em Copacabana se entrega à polícia
Menor de 17 anos era considerado foragido e se apresentou em delegacia de Belford Roxo; Justiça determinou internação no Degase após pedido do MP

SBT Rio
O adolescente de 17 anos suspeito de envolvimento no estupro coletivo de uma adolescente em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, se entregou à polícia na tarde desta sexta-feira (6). Considerado foragido, o menor se apresentou na delegacia de Belford Roxo, na Baixada Fluminense.
Ele será encaminhado ao Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Degase), na Ilha do Governador, na zona norte da capital. A internação do jovem foi determinada pela Justiça após pedido do Ministério Público do Rio.
Na quinta-feira (5), a Polícia Civil havia cumprido mandados de busca e apreensão em dois endereços ligados ao adolescente: um em Copacabana, bairro onde o crime teria ocorrido, e outro em São Cristóvão, na Zona Norte.
De acordo com o delegado Angelo Lages, responsável pelo caso, o menor não se apresentou na 12ª DP (Copacabana) para evitar tumulto.
Segundo as investigações, o jovem é apontado como o possível articulador do crime. A polícia afirma que foi ele quem convidou a vítima para o apartamento onde o abuso ocorreu. Além disso, há outra denúncia de estupro registrada contra ele.
O crime teria ocorrido no apartamento de Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos. O imóvel estava vazio e seria colocado para aluguel no momento do crime. Simonin e o adolescente de 17 anos, também investigado no caso, eram estudantes do Colégio Pedro II, que informou ter aberto processo administrativo para expulsão dos dois.
Também foram indiciados pela Polícia Civil Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19 anos, João Gabriel Xavier Bertho, de 19, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18, além de Simonin.

De acordo com o inquérito, a vítima relatou ter recebido uma mensagem de um dos adolescentes, colega de escola com quem já havia mantido um relacionamento, convidando-a para ir ao apartamento de um amigo.
Ao chegar ao prédio, o jovem teria sugerido que fariam “algo diferente”, proposta que foi recusada pela adolescente. Ainda assim, os dois foram para um quarto e iniciaram uma relação sexual.
Em determinado momento, segundo a polícia, os demais suspeitos entraram no cômodo e passaram a pressionar a vítima para que mantivesse relações com todos. Diante da recusa, os jovens teriam tirado a roupa e praticado atos libidinosos sem o consentimento da adolescente.
A vítima também relatou que foi agredida e impedida de deixar o local. A Polícia Civil também investiga duas novas denúncias que envolvem o adolescente e mais doisu jovens que teriam participado no crime em Copacabana.









