Brasil registra, em média, um 'golpe do falso Pix' por segundo
Estima-se que 8 em cada 10 brasileiros utilizam o sistema de pagamento; facilidade da ferramenta atrai golpistas que exploram a confiança das vítimas
SBT Brasil
O Pix, sistema de pagamentos instantâneos que facilita transferências no Brasil, também se tornou alvo de criminosos. Só entre janeiro e setembro do ano passado, foram registradas 28 milhões de fraudes, uma média de um golpe por segundo, segundo dados da Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor.
Um dos casos recentes do "golpe do falso Pix" envolve Cinthia Moreira, dona de um salão de beleza no centro de São Paulo. Ela foi vítima de dois golpes consecutivos. No primeiro, uma transferência nunca foi efetivada, e no segundo, uma cliente exibiu comprovante falso de pagamento no celular.
"Dei o valor e a cliente mostrou, ainda mostrou o comprovante. Eu confiante, fui olhar depois no aplicativo… mas nada tinha caído", conta Cinthia.
No salão de Cintia, a regra agora é clara.
"Já na hora, confere. Se vai confiar só no cliente, não funciona", reforça.
Estima-se que oito em cada dez brasileiros utilizem o Pix para pagamentos e serviços. A facilidade do sistema, porém, atrai golpistas que exploram a confiança das vítimas, muitas vezes exigindo atenção redobrada em transações de alto valor.
Segundo advogados especializados em direito digital, é essencial checar se a transferência foi realmente efetuada antes de liberar produtos ou serviços:
- Confirme no aplicativo do banco se o dinheiro entrou na conta;
- Evite confiar apenas em comprovantes enviados pelo celular;
- Espere a confirmação do crédito antes de concluir a venda ou serviço;








