Tarifaço ameaça 50% das exportações de rochas aos EUA
Segundo representantes do setor, mais 200 empresas exportadoras serão afetadas junto com 480 mil empregos diretos e indiretos
Marcos Santos, Marcela Guimarães
Tarifaço ameaça 50% das exportações de rochas aos EUA | Foto: Diego Baravelli/MInfra
Com o início da sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros nesta quarta-feira (22), o setor de rochas naturais indicou ao governo que a área deve ser uma das principais prejudicadas. A redução das exportações aos Estados Unidos pode passar de 50%. Granitos e mármores são as principais rochas enviadas ao país. Já o quartzito, responsável por cerca de 60% das exportações do setor para os americanos, ficou fora da taxação.
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Os Estados Unidos são o principal destino das rochas naturais brasileiras, movimentando US$ 364,3 milhões no primeiro semestre. Isso representou 51,2% de todas as vendas do setor. O valor reflete uma retração nas compras devido às novas tarifas americanas sobre produtos manufaturados, após o setor fechar 2025 faturando US$ 795 milhões.
Para o presidente da Centrorochas, Tales Machado, a nova tarifa altera o ambiente competitivo justamente para parte dos produtos tradicionalmente exportados ao mercado americano.
“O setor não está diante apenas de uma possível redução nas vendas atuais. Essa nova barreira comercial recai justamente sobre materiais que historicamente movimentaram grandes volumes de exportação e que ainda têm enorme potencial para ampliar a presença brasileira no mercado americano.”
A afirmação foi feita durante mais uma rodada de conversas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) com os setores afetados. A reunião contou com a participação de representantes do Ministério da Fazenda e do vice-presidente Geraldo Alckmin.
De acordo com a Associação Brasileira de Rochas Naturais, a aplicação da tarifa ameaça uma cadeia produtiva composta por mais de 200 empresas exportadoras e cerca de 480 mil empregos diretos e indiretos.
O setor mantém diálogo constante com o governo, visando reduzir os impactos do tarifaço e fortalecer a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional.
“Recebemos com otimismo as sinalizações do governo e a expectativa sobre o plano 'Brasil Soberano', cujas medidas de apoio e desoneração devem ser anunciadas em breve. Acreditamos que tais ações, se implementadas, serão fundamentais para proteger o setor, evitar a queda na demanda observada no ano passado e preservar a saúde financeira das empresas que compõem essa cadeia produtiva vital para a economia brasileira”, afirmou o presidente da Centrorochas, Tales Machado.
Na reunião de hoje, o setor solicitou ao governo federal a retomada do “Programa Reintegra” — que funciona como um cashback tributário, devolvendo parte dos impostos pagos ao longo da cadeia produtiva de produtos exportados — e a possibilidade de postergação por 120 dias do pagamento de tributos federais.
Após a reunião, a jornalistas, Machado disse que o encontro foi técnico e focado em medidas de apoio aos setores exportadores. "O governo se mostrou solícito e a gente sai daqui otimista", afirmou.
Não deve haver reciprocidade
Tales Machado disse que o governo também indicou que a prioridade, neste momento, é a negociação diplomática. Sobre uma eventual aplicação da Lei da Reciprocidade, afirmou que o governo indicou que não pretende adotar essa estratégia, neste momento.
"Para a gente, ele [ministro Márcio Elias] passou que não vai trabalhar esse tema agora. A gente tem que sempre acreditar numa diplomacia empresarial. E a mensagem que o ministro passou pra gente é que o país está preocupado com essas empresas, esses setores, os exportadores", declarou.
Segundo o presidente da Centrorochas, a prioridade do governo é manter o diálogo com os Estados Unidos para preservar as exportações brasileiras.
Tarifaço ameaça 50% das exportações de rochas aos EUASegundo representantes do setor, mais 200 empresas exportadoras serão afetadas junto com 480 mil empregos diretos e indiretosEconomia2026-07-22T18:49:06.464ZCom o início da sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros nesta quarta-feira (22), o setor de rochas naturais indicou ao governo que a área deve ser uma das principais prejudicadas. A redução das exportações aos Estados Unidos pode passar de 50%. Granitos e mármores são as principais rochas enviadas ao país. Já o quartzito, responsável por cerca de 60% das exportações do setor para os americanos, ficou fora da taxação. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Os Estados Unidos são o principal destino das rochas naturais brasileiras, movimentando US$ 364,3 milhões no primeiro semestre. Isso representou 51,2% de todas as vendas do setor. O valor reflete uma retração nas compras devido às novas tarifas americanas sobre produtos manufaturados, após o setor fechar 2025 faturando US$ 795 milhões. Para o presidente da Centrorochas, Tales Machado, a nova tarifa altera o ambiente competitivo justamente para parte dos produtos tradicionalmente exportados ao mercado americano. “O setor não está diante apenas de uma possível redução nas vendas atuais. Essa nova barreira comercial recai justamente sobre materiais que historicamente movimentaram grandes volumes de exportação e que ainda têm enorme potencial para ampliar a presença brasileira no mercado americano.” A afirmação foi feita durante mais uma rodada de conversas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) com os setores afetados. A reunião contou com a participação de representantes do Ministério da Fazenda e do vice-presidente Geraldo Alckmin. De acordo com a Associação Brasileira de Rochas Naturais, a aplicação da tarifa ameaça uma cadeia produtiva composta por mais de 200 empresas exportadoras e cerca de 480 mil empregos diretos e indiretos. O setor mantém diálogo constante com o governo, visando reduzir os impactos do tarifaço e fortalecer a competitividade das empresas brasileiras no mercado internacional. “Recebemos com otimismo as sinalizações do governo e a expectativa sobre o plano 'Brasil Soberano', cujas medidas de apoio e desoneração devem ser anunciadas em breve. Acreditamos que tais ações, se implementadas, serão fundamentais para proteger o setor, evitar a queda na demanda observada no ano passado e preservar a saúde financeira das empresas que compõem essa cadeia produtiva vital para a economia brasileira”, afirmou o presidente da Centrorochas, Tales Machado. Na reunião de hoje, o setor solicitou ao governo federal a retomada do “Programa Reintegra” — que funciona como um cashback tributário, devolvendo parte dos impostos pagos ao longo da cadeia produtiva de produtos exportados — e a possibilidade de postergação por 120 dias do pagamento de tributos federais. Após a reunião, a jornalistas, Machado disse que o encontro foi técnico e focado em medidas de apoio aos setores exportadores. "O governo se mostrou solícito e a gente sai daqui otimista", afirmou. Não deve haver reciprocidade Tales Machado disse que o governo também indicou que a prioridade, neste momento, é a negociação diplomática. Sobre uma eventual aplicação da , afirmou que o governo indicou que não pretende adotar essa estratégia, neste momento. "Para a gente, ele [ministro Márcio Elias] passou que não vai trabalhar esse tema agora. A gente tem que sempre acreditar numa diplomacia empresarial. E a mensagem que o ministro passou pra gente é que o país está preocupado com essas empresas, esses setores, os exportadores", declarou. Segundo o presidente da Centrorochas, a prioridade do governo é manter o diálogo com os Estados Unidos para preservar as exportações brasileiras. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/tarifaco-ameaca-50-das-exportacoes-de-rochas-aos-eua