Economia

Rui Costa diz que governo avalia reduzir imposto de importação de alguns alimentos

Ministro da Casa Civil afirmou que nenhuma medida "heterodoxa" será tomada para baratear comidas e bebidas: 'não haverá fiscais do Lula'

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Vinícius Nunes
24/01/2025, 17:03 • Atualizado em 25/01/2025, 00:51
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Lula e Rui Costa | Agência Brasil

Lula e Rui Costa | Agência Brasil

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O ministro Rui Costa, da Casa Civil, afirmou nesta sexta-feira (24) que o governo não adotará nenhuma medida “heterodoxa” para baixar o preço dos alimentos. Segundo o ministro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que não haverá “fiscais” nos supermercados, assim como foi no governo de José Sarney (1985-1990).

"Quero reafirmar taxativamente: nenhuma medida heterodoxa será adotada. Não haverá congelamento de preços, tabelamento, fiscalização. Ele [Lula] até brincou: 'não terá fiscal do Lula nos supermercados, nas feiras'. Não terá rede estatal de supermercados, de lojas. Isso sequer foi apresentado nesta ou em qualquer outra reunião", disse Rui Costa.

Questionado por jornalistas sobre o que seria feito para conter a alta dos preços no curto prazo, o ministro da Casa Civil respondeu que o governo vai monitorar os produtos que estejam com o preço interno maior do que o preço externo e vai atuar para reduzir o imposto de importação.

"Não justifica nós estarmos com preços acima do patamar internacional", disse. "Se os preços desses produtos no mercado internacional estiverem mais baixos do que no mercado nacional, poderá ser rapidamente, em um prazo curtíssimo de tempo após essa análise, reduzida a alíquota de importação desses produtos", completou. O ministro também sugeriu mudar os hábitos de consumo.

“O preço internacional está tão caro quanto aqui. O que se pode fazer? Mudar a fruta que a gente vai consumir. Em vez da laranja, outra fruta. Não adianta baixar a alíquota”

Ainda sobre o preço dos alimentos, Rui Costa classificou que a alta do dólar e a busca por commodities pode ter gerado aumento no valor dos produtos no supermercado. “A convicção do governo brasileiro é de que os preços se formam no mercado, não são produzidos artificialmente. Seja no mercado internacional, que no caso tem uma relação muito forte com as commodities, seja com relação ao valor do dólar, que também influencia os preços”, disse.

Hoje, a prévia da inflação registrou alta de 0,11% em janeiro, contrariando a expectativa de deflação do mercado e mantendo a pressão inflacionária no país. O aumento nos preços dos alimentos foi novamente o principal responsável pela elevação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), com o grupo de alimentação e bebidas subindo 1,06%.

Dentro do grupo de alimentação e bebidas, a alimentação em domicílio teve a maior alta, de 1,1%, impulsionada principalmente pelo preço do tomate, que subiu 17,12%, e do café moído, com aumento de 7,07%.

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