Mais da metade dos países estão sem embaixador dos EUA
Levantamento do Financial Times aponta para esvaziamento nas representações americanas
Duda Ventura
17/07/2026, 09:00 • Atualizado em 17/07/2026, 09:00
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Fachada da Casa Branca, em Washington D.C. | Foto: Kylie Cooper/Reuters - 24.10.2025
O Departamento de Estado dos Estados Unidos enfrenta um esvaziamento institucional. Um levantamento do Financial Times mostra que, até o final de junho, mais da metade das representações diplomáticas americanas no exterior estavam sem um titular.
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Entre os postos vagos estão missões consideradas estratégicas, como as da Alemanha, Rússia e Arábia Saudita. Na América Latina, Colômbia, Bolívia, Equador, Venezuela, Suriname e Brasil ainda aguardam a confirmação de um chefe de missão.
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No caso brasileiro, a indicação de Daniel Perez, feita pelo presidente Donald Trump em junho, segue pendente de aprovação pelo Senado americano e do aval do governo brasileiro. Na África, o cenário é ainda mais crítico – quase 80% das missões diplomáticas não têm um representante nomeado.
Desde o retorno de Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025, o Departamento de Estado perdeu mais de 3 mil funcionários — uma redução superior a 20% do quadro.
O presidente também rompeu com uma tradição de décadas ao priorizar aliados políticos e doadores para cargos diplomáticos. Das 101 indicações para chefiar representações americanas no exterior, apenas nove foram destinadas a diplomatas de carreira.
Nas negociações internacionais, Trump tem concentrado as principais articulações em assessores de confiança, como Steve Witkoff e Jared Kushner, que participaram de tratativas recentes envolvendo o Irã, reduzindo ainda mais o protagonismo da diplomacia tradicional.
O movimento também se reflete na atuação do secretário de Estado, Marco Rubio. Acumulando o cargo de conselheiro de Segurança Nacional, ele passa grande parte do tempo na Casa Branca, e não na sede do Departamento de Estado, reforçando a percepção de que a política externa americana está cada vez mais centralizada no núcleo mais próximo do presidente.
Mais da metade dos países estão sem embaixador dos EUALevantamento do Financial Times aponta para esvaziamento nas representações americanas
Mundo2026-07-17T09:00:00.000ZO Departamento de Estado dos Estados Unidos enfrenta um esvaziamento institucional. Um levantamento do Financial Times mostra que, até o final de junho, mais da metade das representações diplomáticas americanas no exterior estavam sem um titular. Entre os postos vagos estão missões consideradas estratégicas, como as da Alemanha, Rússia e Arábia Saudita. Na América Latina, Colômbia, Bolívia, Equador, Venezuela, Suriname e Brasil ainda aguardam a confirmação de um chefe de missão. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. No caso brasileiro, a indicação de Daniel Perez, feita pelo presidente Donald Trump em junho, segue pendente de aprovação pelo Senado americano e do aval do governo brasileiro. Na África, o cenário é ainda mais crítico – quase 80% das missões diplomáticas não têm um representante nomeado. Desde o retorno de Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025, o Departamento de Estado perdeu mais de 3 mil funcionários — uma redução superior a 20% do quadro. O presidente também rompeu com uma tradição de décadas ao priorizar aliados políticos e doadores para cargos diplomáticos. Das 101 indicações para chefiar representações americanas no exterior, apenas nove foram destinadas a diplomatas de carreira. + Nas negociações internacionais, Trump tem concentrado as principais articulações em assessores de confiança, como Steve Witkoff e Jared Kushner, que participaram de tratativas recentes envolvendo o Irã, reduzindo ainda mais o protagonismo da diplomacia tradicional. O movimento também se reflete na atuação do secretário de Estado, Marco Rubio. Acumulando o cargo de conselheiro de Segurança Nacional, ele passa grande parte do tempo na Casa Branca, e não na sede do Departamento de Estado, reforçando a percepção de que a política externa americana está cada vez mais centralizada no núcleo mais próximo do presidente.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/mais-da-metade-dos-paises-estao-sem-embaixador-dos-eua
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