Economia

Metais em disparada: ouro e prata renovam recordes nesta quarta (14)

Prata supera US$ 90 por onça pela primeira vez, enquanto o ouro atinge nova máxima acima de US$ 4.630

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Ouro e prata: valorização é impulsionada por apostas em cortes de juros nos EUA e pela busca por proteção em meio a incertezas globais | mathieukor/Getty Images
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Os metais operam em forte alta na manhã desta quarta-feira (14), com destaque para o ouro, que voltou a renovar máximas históricas em meio ao avanço generalizado das commodities metálicas no início de 2026.

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Segundo a Reuters, o ouro à vista registrou alta de 1%, chegando a cotação de US$ 4.632,03 por onça por volta das 4h15 (horário de Brasília), depois de bater o recorde intradiário de US$ 4.639,42.

Os contratos futuros do metal com vencimento em fevereiro avançavam 0,9%, para US$ 4.639,50.

A prata também ganhou força e ultrapassou pela primeira vez o patamar de US$ 90 por onça, com alta de 3,6%, para US$ 90,11.

O movimento ocorre após dados de inflação dos Estados Unidos abaixo do esperado reforçarem as apostas em cortes de juros ao longo do ano. O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 0,3% em dezembro, segundo o Departamento de Estatísticas do Trabalho (BLS).

No acumulado de 12 meses, a inflação foi de 2,7%, com destaque para o avanço do item moradia, que teve alta de 0,4% no mês. Já o núcleo do CPI, que exclui alimentos e energia, avançou 0,2% em dezembro e 2,6% na comparação anual.

"Os dados do CPI mostraram que a inflação seguiu relativamente comportada, e os ativos de risco podem estar apostando em uma leitura igualmente favorável do índice de preços ao produtor para manter vivas as expectativas de novos cortes de juros", disse Tim Waterer, analista-chefe de mercado da KCM Trade, à Reuters.

Cobre e estanho também avançam

A valorização não se restringe aos metais preciosos. Ouro, prata, cobre e estanho renovaram recordes neste início de ano, apoiados pela expectativa de novos cortes de juros nos EUA e por um clima mais favorável nos mercados financeiros chineses, segundo a Bloomberg. O estanho chegou a subir até 6%, enquanto o cobre retomou sua trajetória de alta.

Investidores têm buscado metais como proteção em um ambiente marcado por preocupações com dívida pública, moedas e tensões geopolíticas.

"Quando o ouro se move primeiro, isso geralmente sinaliza uma queda na confiança nas moedas fiduciárias", afirmou Hao Hong, diretor de investimentos da Lotus Asset Management, à Bloomberg. "Tudo é medido em relação ao ouro, e então a maioria dos ativos parece barata agora, o que é um forte vento favorável para as commodities, especialmente os metais."

A agência também aponta que o apetite por metais industriais tem sido reforçado por expectativas de oferta mais apertada e por sinais de maior atividade manufatureira, inclusive em setores ligados à inteligência artificial. Na China, dados recentes de comércio mostraram forte desempenho das exportações, estimulando a entrada de investidores em contratos futuros de metais.

Outros metais preciosos acompanham o movimento. Segundo a Reuters, a platina subia 2,7%, para US$ 2.386,60 por onça, após tocar a máxima de uma semana, enquanto o paládio avançava 0,8%, para US$ 1.854,70.

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