Índice de preços cresce 1,47% frente incertezas do El Niño
IGP-10, calculado pelo FGV, teve alta em setembro impulsionado pelos preços ao produtor; custo de vida teve aumentou 0,44%
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Artur Maldaner
Foto: Semadesc
Impulsionado pelas incertezas climáticas com a chegada do El Niño, o Índice Geral de Preços (IGP-10), divulgado nesta quarta-feira (16) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), teve um crescimento de 1,47% em setembro.
No último mês o índice havia registrado queda de 0,51%. Com o aumento dos preços em setembro, o IGP acumula alta de 2,97% em 2026 e de 3,29% nos últimos 12 meses.
Para o cálculo do indicador, a FGV leva em consideração os índices de Preços ao Produtor Amplo (IPA), Preços ao Consumidor (IPC) e Nacional de Custo da Construção (INCC).
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Na divulgação mais recente, o aumento dos preços foi impulsionado pelo IPA, que observa o grupo dos produtos agropecuários.
Na análise do economista Matheus Dias, a possibilidade de um evento climático intenso relacionado ao El Niño tem estimulado a antecipação de compras por parte de empresas consumidoras de grãos e aumentou o “prêmio de risco” do setor.
“Houve, ainda, volatilidade nas commodities da Indústria Extrativa, que vêm respondendo aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio”, afirmou Dias.
Em setembro, o IPA subiu 1,90%, ante a queda de 0,6% observada no mês anterior. Já nos diferentes estágios de processamentos dos produtos, o grupo dos bens finais teve aumento de 0,62% no último levantamento, os bens intermediários marcou 0,23% e as matérias-primas brutas registraram uma alta de 3,91% no período.
Entre os produtos que tiveram a maior contribuição para o aumento dos preços estão: soja em grão (7,50%); minério de ferro (2,26%); bovinos (2,99%); farelo de soja (9,59%); e carne bovina (3,98%).
O IPC, que analisa os preços ao consumidor geral, também registrou alta de 0,44% neste mês, ante queda de 0,47% em agosto. Dentre as oito classes de despesa analisadas pelo índice, seis tiveram aumento entre agosto e setembro.
Entre os preços que cresceram no período estão: habitação (‑1,10% para 1,68%); alimentação (‑0,91% para 0,03%); transportes (‑0,49% para 0,16%); despesas diversas (1,08% para 2,11%); vestuário (‑1,33% para ‑0,20%) e saúde e cuidados pessoais (0,18% para 0,25).
Por outro lado, o recorte da educação, leitura e recreação teve queda de 1,30% em setembro, e os preços de comunicação caíram 0,04%.
“Nos preços ao consumidor, o destaque foi a tarifa de energia elétrica residencial, que subiu 7% com o fim do efeito do bônus de Itaipu. Ainda no IPC, o reajuste nacional da tabela de cigarros contribuiu para a alta de 16,47% do subitem”, explica o economista.
Índice de preços cresce 1,47% frente incertezas do El NiñoIGP-10, calculado pelo FGV, teve alta em setembro impulsionado pelos preços ao produtor; custo de vida teve aumentou 0,44%Economia2026-09-16T19:13:19.602ZImpulsionado pelas incertezas climáticas com a chegada do El Niño, o Índice Geral de Preços (IGP-10), divulgado nesta quarta-feira (16) pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), teve um crescimento de 1,47% em setembro. No último mês o índice havia registrado queda de 0,51%. Com o aumento dos preços em setembro, o IGP acumula alta de 2,97% em 2026 e de 3,29% nos últimos 12 meses. Para o cálculo do indicador, a FGV leva em consideração os índices de Preços ao Produtor Amplo (IPA), Preços ao Consumidor (IPC) e Nacional de Custo da Construção (INCC). Na divulgação mais recente, o aumento dos preços foi impulsionado pelo IPA, que observa o grupo dos produtos agropecuários. Na análise do economista Matheus Dias, a possibilidade de um evento climático intenso relacionado ao El Niño tem estimulado a antecipação de compras por parte de empresas consumidoras de grãos e aumentou o “prêmio de risco” do setor. “Houve, ainda, volatilidade nas commodities da Indústria Extrativa, que vêm respondendo aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio”, afirmou Dias. Em setembro, o IPA subiu 1,90%, ante a queda de 0,6% observada no mês anterior. Já nos diferentes estágios de processamentos dos produtos, o grupo dos bens finais teve aumento de 0,62% no último levantamento, os bens intermediários marcou 0,23% e as matérias-primas brutas registraram uma alta de 3,91% no período. Entre os produtos que tiveram a maior contribuição para o aumento dos preços estão: soja em grão (7,50%); minério de ferro (2,26%); bovinos (2,99%); farelo de soja (9,59%); e carne bovina (3,98%). Alta no custo de vida O IPC, que analisa os preços ao consumidor geral, também registrou alta de 0,44% neste mês, ante queda de 0,47% em agosto. Dentre as oito classes de despesa analisadas pelo índice, seis tiveram aumento entre agosto e setembro. Entre os preços que cresceram no período estão: habitação (‑1,10% para 1,68%); alimentação (‑0,91% para 0,03%); transportes (‑0,49% para 0,16%); despesas diversas (1,08% para 2,11%); vestuário (‑1,33% para ‑0,20%) e saúde e cuidados pessoais (0,18% para 0,25). Por outro lado, o recorte da educação, leitura e recreação teve queda de 1,30% em setembro, e os preços de comunicação caíram 0,04%. “Nos preços ao consumidor, o destaque foi a tarifa de energia elétrica residencial, que subiu 7% com o fim do efeito do bônus de Itaipu. Ainda no IPC, o reajuste nacional da tabela de cigarros contribuiu para a alta de 16,47% do subitem”, explica o economista. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/indice-de-precos-cresce-1-47-frente-incertezas-do-el-nino
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