Economia

Ibovespa renova recorde aos 177 mil pontos; apenas uma ação cai

O desempenho do índice é sustentado principalmente pelas blue chips, como Petrobras, bancos e Vale

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Ibovespa renova recordes: recursos do mercado americano têm migrado de forma constante para países emergentes, incluindo o Brasil | Germano Lüders/Exame

O Ibovespa teve um início de pregão marcado por forte valorização nesta quinta-feira (22), e ampliou os ganhos ao longo das duas primeiras horas de negociação. Às 12h35, o principal índice acionário da B3 subia 3,02%, aos 177.065 pontos.

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Antes disso, a referência acionária já havia ultrapassado, pela primeira vez, os patamares dos 173 mil, 174 mil e 175 mil pontos no intradia, afastando-se da mínima de 171.817 pontos registrada logo cedo.

O movimento ocorre após o Ibovespa ter fechado a sessão anterior em alta de 3,33%, aos 171.816 pontos, um recorde absoluto de fechamento. Antes disso, no pregão de terça, 20, o índice também já havia renovado máximas ao encerrar aos 166.276,90 pontos.

Segundo Rodrigo Marcatti, economista e CEO da Veedha Investimentos, parte dos recursos do mercado americano têm migrado de forma constante para países emergentes, incluindo o Brasil. O economista destacou ainda que ações de bancos, Petrobras e Vale avançavam ao longo da sessão, o que contribuiu para a aceleração da alta do Ibovespa.

Ibovespa tem apenas uma ação em queda

Entre os papéis que compõem o índice, o movimento era amplamente positivo. Dos 84 ativos do Ibovespa, 78 operavam em alta por volta do início da tarde, enquanto quatro estavam estáveis. O desempenho do índice é sustentado principalmente pelas blue chips, ações de grandes empresas com peso relevante na carteira teórica, como Petrobras, bancos e Vale.

A maior alta do dia, no entanto, era registrada pelas ações da Cogna (COGN3), que avançavam 6,42%, depois de subiram 11% na sessão passada, também no topo dos ganhos.

Em relatório divulgado nesta quarta-feira (21), o BTG Pactual (do mesmo grupo controlador da EXAME) afirmou que, apesar da valorização do papel em 2025, ainda vê espaço para novos ganhos. O banco elevou a recomendação de neutra para compra, com foco no potencial de geração de resultados da empresa, e aumentou o preço-alvo de R$ 4 para R$ 5 por ação, o que representa um potencial de valorização de 40%.

Na ponta negativa, apenas um papel registrava queda no índice, com as ações da RD Saúde (RADL3) caindo 1,64%.

PIB e PCE dos EUA no radar

Além do mercado acionário, os investidores também acompanhavam os indicadores divulgados nos Estados Unidos. O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 4,4% no terceiro trimestre de 2025, em termos anualizados e com ajuste sazonal, segundo dados divulgados nesta quinta pelo Bureau of Economic Analysis.

O resultado ficou ligeiramente acima da projeção anterior, de 4,3%, e representa o ritmo mais forte de crescimento em dois anos.

O avanço da atividade econômica foi impulsionado por exportações mais robustas, menor retração nos estoques e pela resiliência do consumo das famílias e dos investimentos corporativos. O consumo cresceu 3,5% no trimestre, com destaque para serviços — no melhor desempenho em três anos — e também para a aceleração nas compras de bens.

Os investimentos das empresas avançaram 3,2%, com foco em equipamentos de tecnologia, enquanto a construção de data centers atingiu novo recorde. O setor de habitação, por outro lado, recuou 7,1%.

William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue, afirmou que a segunda leitura do PIB confirmou um crescimento saudável da economia americana, com destaque para o consumo e os investimentos em tecnologia, especialmente ligados à inteligência artificial. Ele ressaltou ainda o crescimento das exportações e a redução das importações no período, movimento que também contribuiu para o resultado do PIB.

Outro dado observado foi a inflação medida pelo núcleo do índice de preços de despesas com consumo (PCE), que subiu 2,9%. Com crescimento firme e inflação ainda acima da meta, o cenário reforça a expectativa de manutenção dos juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na reunião da próxima semana.

No mercado de câmbio, o dólar operava em queda frente ao real. Às 12h32, a moeda americana recuava 0,27%, cotada a R$ 5,306.

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