Economia

Haddad diz que Brasil terá a menor inflação da história ao fim do atual governo

Ministro afirma que país combina inflação baixa, desemprego mínimo e investimentos recordes; fala ocorreu em reunião do Conselhão

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SBT News, com informações da Agência Brasil
04/12/2025, 22:06 • Atualizado em 04/12/2025, 22:06
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Ministro da Fazenda, Fernando Haddad | Divulgação/Diogo Zacarias/MF

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad | Divulgação/Diogo Zacarias/MF

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (4) que o Brasil deve encerrar os quatro anos do atual governo com a menor inflação da história.

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A declaração foi dada durante a 6ª reunião plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social Sustentável (CDESS), o Conselhão.

“A inflação, que é uma preocupação legítima de todo cidadão, em quatro anos, vai ser a menor de toda a história. Será menor do que a do Império; da República; da República Velha; do Estado Novo; do Plano Real. Será a menor de todas”, disse o ministro.

Atualmente, o IPCA-15 acumulado em 12 meses até novembro está em 4,5%. O ministro destacou que o governo está conseguindo, ao mesmo tempo, reduzir inflação e desemprego.

O Brasil registrou, no último trimestre, taxa de desemprego de 5,4%, o menor nível da série histórica iniciada em 2012 pelo IBGE.

“Quando você concilia queda de inflação com queda de desemprego, você reduz o desconforto da sociedade”, afirmou Haddad.

Haddad creditou a redução da inflação da cesta básica a programas como Plano Safra e Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar).

Segundo ele, esses programas aumentaram a produção e ajudaram a segurar os preços, garantindo a menor inflação de alimentos da série histórica, mesmo com políticas de valorização do salário mínimo.

Resultados econômicos não ressaltados

O ministro também lamentou que, segundo ele, os bons resultados econômicos não têm sido destacados.

Haddad citou como exemplo o investimento recorde em infraestrutura, que chegou a R$ 261 bilhões em 2024, o mercado acionário batendo recordes, a confiança de trabalhadores e empresários em alta e o dólar a R$ 5,30, bem abaixo de previsões de até R$ 8 feitas anteriormente.

“Às vezes fico perplexo com previsões que nunca se confirmam. Quem erra várias vezes continua sendo consultado, e quem acerta não é ouvido”, disse.

O ministro voltou a defender a política fiscal do governo. Ele afirmou que o déficit deste mandato será 70% menor do que o do governo anterior e 60% menor do que o do governo que o antecedeu.

Haddad ainda disse que as contas públicas voltaram a seguir padrões internacionais de transparência, o que ajudou o Brasil a se tornar o segundo maior destino de investimento estrangeiro no mundo.

Alckmin destaca retomada da indústria automotiva

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, ressaltou que políticas do governo vêm estimulando diversos setores da economia, especialmente a indústria automobilística.

“Diversas montadoras estão retomando ou ampliando sua produção”, afirmou.

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