Haddad confirma que decreto que muda a meta de inflação contínua será publicado em junho
Ministro da Fazenda disse que meta continuará em 3%
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Antonio Souza
"A meta vai continuar, isso já foi decidido por esse governo. É muito fácil definir meta para o governo seguinte, o difícil é definir uma pra você | Reprodução
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o decreto que regulamenta uma mudança no acompanhamento da meta de inflação para 3%, será publicado ainda em junho. "Já estamos processando isso na Casa Civil", disse o ministro em entrevista coletiva realizada em São Paulo, nesta sexta-feira (7). Hoje a meta de inflação é conferida a cada fechamento de ano. Com a mudança, a meta seguirá um modelo contínuo, considerando a alta de preços acumulada.
Quando questionado sobre o assunto, Haddad reiterou que a meta se mantém em 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, e que isso foi já definido pelo governo. Em junho de 2023, o Conselho Monetário Nacional (CNM), composto pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, a ministra do planejamento, Simone Tebet, e por Haddad, havia decididopela meta.
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"A meta vai continuar, isso já foi decidido por esse governo. É muito fácil definir objetivos para o governo seguinte, o difícil é definir uma para você. É a primeira vez que um governo assume uma meta tão exigente."
"MP do fim do mundo"
Haddad afirmou que a Medida Provisória 1.227, chamada de "MP do fim do mundo", é uma “medida saneadora", que visa a dar transparência ao gasto tributário.
A MP tenta, segundo o governo, compensar a diminuição da arrecadação de 2024, além de prever alterações nas regras do PIS/Cofins, limitando as possibilidades de as empresas utilizarem créditos derivados do pagamento desses tributos.
Segundo Haddad, a desoneração elevou a dívida de R$ 5 bilhões para R$ 22 bilhões em três anos, e a medida abre um processo de discussão para entender o aumento dos gastos.
“Percebi muito mal-entendido, principalmente por parte da indústria. Isso tudo é do calor do momento e vai se dissipando à medida que as pessoas vão compreendendo o objetivo de reduzir o gasto tributário específico de crédito presumido, que em três anos saiu de R$ 5 bilhões para R$ 22 bilhões. Quando isso acontece, é porque tem algo errado”.
Taxação das blusinhas
O ministro também disse que o envolvimento do Congresso na chamada "taxação das blusinhas" foi a melhor coisa. Na semana passada, ele havia dito que o assunto estava "polarizado" e que a Fazenda estava fazendo o debate acontecer.
Haddad ainda reiterou que a votação deu uma maturidade ao Congresso.
"O que melhor podia acontecer é o congresso se envolver. Durante um ano, o tema foi discutido e recebi todos os setores com a maior transparência, para chegar ao Congresso um apanhado de todas as discussões. Se o Congresso resolveu deliberar por unanimidade, penso que isso é uma maturidade por parte do Parlamento."
Haddad confirma que decreto que muda a meta de inflação contínua será publicado em junho Ministro da Fazenda disse que meta continuará em 3%Economia2024-06-07T22:36:48.349ZO ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o decreto que regulamenta uma mudança no acompanhamento da meta de inflação para 3%, será publicado ainda em junho. "Já estamos processando isso na Casa Civil", disse o ministro em entrevista coletiva realizada em São Paulo, nesta sexta-feira (7). Hoje a meta de inflação é conferida a cada fechamento de ano. Com a mudança, a meta seguirá um modelo contínuo, considerando a alta de preços acumulada. Quando questionado sobre o assunto, Haddad reiterou que a meta se mantém em 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, e que isso foi já definido pelo governo. Em junho de 2023, o Conselho Monetário Nacional (CNM), composto pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, a ministra do planejamento, Simone Tebet, e por Haddad, . "A meta vai continuar, isso já foi decidido por esse governo. É muito fácil definir objetivos para o governo seguinte, o difícil é definir uma para você. É a primeira vez que um governo assume uma meta tão exigente." "MP do fim do mundo" Haddad afirmou que a Medida Provisória 1.227, chamada de "MP do fim do mundo", é uma “medida saneadora", que visa a dar transparência ao gasto tributário. A MP tenta, segundo o governo, compensar a diminuição da arrecadação de 2024, além de prever alterações nas regras do PIS/Cofins, limitando as possibilidades de as empresas utilizarem créditos derivados do pagamento desses tributos. Segundo Haddad, a desoneração elevou a dívida de R$ 5 bilhões para R$ 22 bilhões em três anos, e a medida abre um processo de discussão para entender o aumento dos gastos. “Percebi muito mal-entendido, principalmente por parte da indústria. Isso tudo é do calor do momento e vai se dissipando à medida que as pessoas vão compreendendo o objetivo de reduzir o gasto tributário específico de crédito presumido, que em três anos saiu de R$ 5 bilhões para R$ 22 bilhões. Quando isso acontece, é porque tem algo errado”. Taxação das blusinhas O ministro também disse que o envolvimento do Congresso na chamada "taxação das blusinhas" foi a melhor coisa. Na semana passada, ele havia dito que o assunto estava "polarizado" e que a Fazenda estava fazendo o debate acontecer. Haddad ainda reiterou que a votação deu uma maturidade ao Congresso. "O que melhor podia acontecer é o congresso se envolver. Durante um ano, o tema foi discutido e recebi todos os setores com a maior transparência, para chegar ao Congresso um apanhado de todas as discussões. Se o Congresso resolveu deliberar por unanimidade, penso que isso é uma maturidade por parte do Parlamento." São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/haddad-confirma-que-decreto-que-muda-a-meta-de-inflacao-sera-publicada-em-junho
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