Economia

Haddad confirma que decreto que muda a meta de inflação contínua será publicado em junho

Ministro da Fazenda disse que meta continuará em 3%

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Antonio Souza
07/06/2024, 22:36 • Atualizado em 07/06/2024, 22:49
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"A meta vai continuar, isso já foi decidido por esse governo. É muito fácil definir meta para o governo seguinte, o difícil é definir uma pra você | Reprodução

"A meta vai continuar, isso já foi decidido por esse governo. É muito fácil definir meta para o governo seguinte, o difícil é definir uma pra você | Reprodução

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o decreto que regulamenta uma mudança no acompanhamento da meta de inflação para 3%, será publicado ainda em junho. "Já estamos processando isso na Casa Civil", disse o ministro em entrevista coletiva realizada em São Paulo, nesta sexta-feira (7). Hoje a meta de inflação é conferida a cada fechamento de ano. Com a mudança, a meta seguirá um modelo contínuo, considerando a alta de preços acumulada.

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Quando questionado sobre o assunto, Haddad reiterou que a meta se mantém em 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, e que isso foi já definido pelo governo. Em junho de 2023, o Conselho Monetário Nacional (CNM), composto pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, a ministra do planejamento, Simone Tebet, e por Haddad, havia decidido pela meta.

"A meta vai continuar, isso já foi decidido por esse governo. É muito fácil definir objetivos para o governo seguinte, o difícil é definir uma para você. É a primeira vez que um governo assume uma meta tão exigente."

"MP do fim do mundo"

Haddad afirmou que a Medida Provisória 1.227, chamada de "MP do fim do mundo", é uma “medida saneadora", que visa a dar transparência ao gasto tributário.

A MP tenta, segundo o governo, compensar a diminuição da arrecadação de 2024, além de prever alterações nas regras do PIS/Cofins, limitando as possibilidades de as empresas utilizarem créditos derivados do pagamento desses tributos.

Segundo Haddad, a desoneração elevou a dívida de R$ 5 bilhões para R$ 22 bilhões em três anos, e a medida abre um processo de discussão para entender o aumento dos gastos.

“Percebi muito mal-entendido, principalmente por parte da indústria. Isso tudo é do calor do momento e vai se dissipando à medida que as pessoas vão compreendendo o objetivo de reduzir o gasto tributário específico de crédito presumido, que em três anos saiu de R$ 5 bilhões para R$ 22 bilhões. Quando isso acontece, é porque tem algo errado”.

Taxação das blusinhas

O ministro também disse que o envolvimento do Congresso na chamada "taxação das blusinhas" foi a melhor coisa. Na semana passada, ele havia dito que o assunto estava "polarizado" e que a Fazenda estava fazendo o debate acontecer.

Haddad ainda reiterou que a votação deu uma maturidade ao Congresso.

"O que melhor podia acontecer é o congresso se envolver. Durante um ano, o tema foi discutido e recebi todos os setores com a maior transparência, para chegar ao Congresso um apanhado de todas as discussões. Se o Congresso resolveu deliberar por unanimidade, penso que isso é uma maturidade por parte do Parlamento."

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