Governo define setores que poderão acessar R$ 15 bi do Brasil Soberano
Portaria prioriza indústria de alta tecnologia e empresas afetadas por tarifas dos EUA e guerra no Irã; taxa de juros ainda será definida
Caio Barcellos
Lula com ministros e presidentes da Câmara e do Senado para a assinatura da MP Brasil Soberano | Ricardo Stuckert/PR
O Ministério da Fazenda e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) publicaram uma portaria que regulamenta o acesso a R$ 15 bilhões em crédito do Plano Brasil Soberano, com foco para indústrias de média-alta e alta intensidade tecnológica, além de cadeias relevantes para o comércio exterior e para a transição energética.
Também vão participar exportadores prejudicados por tarifas impostas pelos Estados Unidos e empresas com atuação relevante em países do Golfo Pérsico afetados pela guerra no Oriente Médio.
Os recursos foram autorizados pela Medida Provisória nº 1.345/2026 e constam em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 16.
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Para ter acesso ao crédito, as empresas precisam comprovar exposição relevante ao mercado externo. No caso de exportadores, o faturamento com vendas para os destinos enquadrados deve representar ao menos 5% da receita total em um período de 12 meses.
Fornecedores de exportadoras também podem ser contemplados, desde que atendam a critérios semelhantes de participação nas receitas e vínculo com empresas exportadoras elegíveis.
A portaria ainda exige a apresentação de autodeclaração para empresas afetadas pelas tarifas dos EUA, sob responsabilidade do declarante, com previsão de sanções em caso de informações falsas.
A lista de setores inclui segmentos industriais com maior conteúdo tecnológico e inserção em cadeias globais, como:
- máquinas e equipamentos;
- setor automotivo;
- produtos químicos e farmacêuticos;
- eletrônicos e informática;
- aeronáutica e transporte;
- máquinas elétricas e equipamentos industriais;
- borracha e plásticos;
- têxtil e cadeia associada;
- minerais críticos e terras raras.
Os anexos da portaria detalham essas atividades através da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), abrangendo desde a fabricação de semicondutores e equipamentos médicos até a produção de veículos, máquinas industriais e insumos minerais estratégicos, como lítio, nióbio e terras raras.
Os financiamentos poderão ser utilizados para:
- capital de giro;
- compra de máquinas e equipamentos;
- modernização e adaptação produtiva;
- ampliação da capacidade industrial;
- inovação tecnológica.
Os recursos têm origem no superávit do Fundo de Garantia à Exportação (FGE). As condições financeiras, incluindo taxas de juros, ainda serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
A portaria autoriza o compartilhamento de informações fiscais entre a Receita Federal e o BNDES para análise de elegibilidade das empresas. O acesso aos dados deverá constar nos contratos de financiamento e ficará restrito à avaliação das operações.
Segundo o governo, a medida busca reforçar cadeias produtivas consideradas estratégicas, reduzir vulnerabilidades externas e apoiar empresas afetadas por restrições comerciais e tensões geopolíticas.
Governo define setores que poderão acessar R$ 15 bi do Brasil SoberanoPortaria prioriza indústria de alta tecnologia e empresas afetadas por tarifas dos EUA e guerra no Irã; taxa de juros ainda será definidaEconomia2026-04-16T19:23:33.829ZO Ministério da Fazenda e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) publicaram uma portaria que regulamenta o acesso a R$ 15 bilhões em crédito do Plano Brasil Soberano, com foco para indústrias de média-alta e alta intensidade tecnológica, além de cadeias relevantes para o comércio exterior e para a transição energética. Também vão participar exportadores prejudicados por tarifas impostas pelos Estados Unidos e empresas com atuação relevante em países do Golfo Pérsico afetados pela guerra no Oriente Médio. Os recursos foram autorizados pela Medida Provisória nº 1.345/2026 e constam em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 16. Critérios de acesso Para ter acesso ao crédito, as empresas precisam comprovar exposição relevante ao mercado externo. No caso de exportadores, o faturamento com vendas para os destinos enquadrados deve representar ao menos 5% da receita total em um período de 12 meses. Fornecedores de exportadoras também podem ser contemplados, desde que atendam a critérios semelhantes de participação nas receitas e vínculo com empresas exportadoras elegíveis. A portaria ainda exige a apresentação de autodeclaração para empresas afetadas pelas tarifas dos EUA, sob responsabilidade do declarante, com previsão de sanções em caso de informações falsas. A lista de setores inclui segmentos industriais com maior conteúdo tecnológico e inserção em cadeias globais, como: - máquinas e equipamentos; - setor automotivo; - produtos químicos e farmacêuticos; - eletrônicos e informática; - aeronáutica e transporte; - máquinas elétricas e equipamentos industriais; - borracha e plásticos; - têxtil e cadeia associada; - minerais críticos e terras raras. Os anexos da portaria detalham essas atividades através da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), abrangendo desde a fabricação de semicondutores e equipamentos médicos até a produção de veículos, máquinas industriais e insumos minerais estratégicos, como lítio, nióbio e terras raras. Os financiamentos poderão ser utilizados para: - capital de giro; - compra de máquinas e equipamentos; - modernização e adaptação produtiva; - ampliação da capacidade industrial; - inovação tecnológica. Os recursos têm origem no superávit do Fundo de Garantia à Exportação (FGE). As condições financeiras, incluindo taxas de juros, ainda serão definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). A portaria autoriza o compartilhamento de informações fiscais entre a Receita Federal e o BNDES para análise de elegibilidade das empresas. O acesso aos dados deverá constar nos contratos de financiamento e ficará restrito à avaliação das operações. Segundo o governo, a medida busca reforçar cadeias produtivas consideradas estratégicas, reduzir vulnerabilidades externas e apoiar empresas afetadas por restrições comerciais e tensões geopolíticas.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/governo-define-setores-que-poderao-acessar-r-15-bi-do-brasil-soberano