Economia

Galípolo vê economia mais resiliente após tarifaço e guerra

Para o presidente do Banco Central, choques externos acabaram favorecendo a posição relativa do Brasil

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Gabriel Galípolo, presidente do BC | Divulgação/Alexandre Boiczar/Banco Central

Gabriel Galípolo, presidente do BC | Divulgação/Alexandre Boiczar/Banco Central

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quarta-feira (3), que a economia brasileira se mostrou relativamente mais protegida do que outros países diante dos choques recentes provocados pelo tarifaço dos Estados Unidos e pelo conflito no Irã.

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Durante participação remota no 14º Fórum de Lisboa, Galípolo destacou que a diversificação dos parceiros comerciais e o peso do consumo doméstico ajudaram o Brasil a absorver melhor os impactos externos.

“Não quero dizer que a economia brasileira está melhor com esses choques do que sem os choques. Mas, a partir deles, comparando aos seus pares, a economia passa a ficar mais protegida”, afirmou.

Segundo ele, nos últimos seis anos a economia global enfrentou quatro grandes choques, que elevaram o nível de preços e aumentaram o custo de vida em diversos países. Nesse cenário, o Brasil acabou sendo visto pelos investidores como uma economia menos vulnerável.

Produtividade preocupa e pressiona inflação

Galípolo também associou a inflação brasileira à dificuldade histórica do país em elevar sua produtividade.

De acordo com o presidente do BC, o Brasil vive um momento de crescimento econômico, renda recorde e desemprego em níveis baixos, mas ainda enfrenta o desafio de sustentar a expansão por meio de ganhos de eficiência.

“A ausência de ganhos de produtividade bastante evidentes na nossa economia é um ponto preocupante”, afirmou.

Ele acrescentou que a incorporação da inteligência artificial poderá contribuir para aumentar a produtividade no futuro e reduzir pressões inflacionárias, embora os efeitos ainda não sejam imediatos.

Tarifaço e guerra tiveram impacto limitado

Ao comentar as tarifas impostas pelos Estados Unidos a diversos parceiros comerciais, Galípolo avaliou que a menor dependência brasileira da economia americana ajudou a amortecer os efeitos das medidas.

O presidente do BC também minimizou os impactos econômicos do conflito no Oriente Médio, afirmando que a posição do Brasil como exportador de commodities contribuiu para reduzir os efeitos do choque externo sobre a atividade doméstica.

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