Economia

Galípolo diz que BC segue insatisfeito com nível da inflação e defende juros restritivos

Presidente da autarquia afirma ainda que o BC fará o que for necessário para cumprir seu mandato de levar a inflação à meta de 3%

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Reuters
24/11/2025, 18:22 • Atualizado em 24/11/2025, 18:22
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Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo | Divulgação/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo | Divulgação/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, disse nesta segunda-feira (24) que a diretoria da autoridade monetária ainda está insatisfeita com o nível da inflação, que ainda não convergiu para a meta de 3%, acrescentando que é por isso que os juros seguem em patamar restritivo.

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"Gostaríamos que a inflação estivesse convergindo mais rápido, mas existe um custo, um trade-off" para fazer isso, afirmou Galípolo em evento promovido pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em São Paulo.

"Ainda estamos insatisfeitos, não estamos onde gostaríamos, por isso seguimos com patamar restritivo de juros", acrescentou em outro momento.

Galípolo disse ainda que o BC fará o que for necessário para cumprir seu mandato de levar a inflação à meta. Ele acrescentou que a direção da política monetária é a desejada para o cumprimento do mandato do BC, de conduzir a inflação à meta.

"Toda vez que for necessário, o BC vai usar a taxa de juros", reforçou.

A taxa básica Selic está atualmente em 15% ao ano, e os agentes do mercado financeiro especulam sobre quando o BC iniciará o ciclo de cortes, considerando o processo de desinflação no Brasil.

Economistas consultados pelo BC no relatório Focus divulgado nesta segunda-feira reduziram de 12,25% para 12% a projeção para a Selic ao final de 2026, sem prever corte da taxa na última reunião deste ano, em dezembro.

Ao tratar do tema de estabilidade financeira, Galípolo destacou que os bancos são instituições "falíveis", e que é importante que o BC aprenda e evite a repetição de erros de passado.

Sem citar o Banco Master, que teve sua liquidação extrajudicial decretada pelo BC este mês, Galípolo disse ainda que o BC "seguiu o gabarito" ao tratar da questão da estabilidade financeira este ano.

(Por Fabrício de Castro; reportagem adicional de Bernardo Caram)

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