Economia

Galípolo fala em "consternação" e "luto" no BC por esquema de servidores com Vorcaro

Presidente do Banco Central disse, porém, que resposta institucional contribuiu para preservar idoneidade da autoridade monetária

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Gabriel Galípolo, presidente do BC | Divulgação/Alexandre Boiczar/Banco Central
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O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, lamentou nesta quinta-feira (26) o impacto do escândalo Master sobre a idoneidade da autoridade monetária.

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A terceira fase da operação Compliance Zero da Polícia Federal (PF) identificou no início do mês que o banqueiro Daniel Vorcaro tinha ao menos dois contatos internos dentro do BC que facilitavam o acesso a informações privilegiadas e serviam de consultoria para interesses do Master.

Para o presidente do Banco Central, porém, a resposta institucional após o caso foi "pronta e eficiente" e serviu para blindar a imagem da autoridade monetária como órgão regular máximo do sistema bancário do país."“É uma cultura do servidor do BC estar se atualizando, indo buscar as melhoras práticas, e otimizar sua governança", afirmou.

"Eu não gostaria de fazer nenhum tipo de comentário que reduzisse a consternação que gerou dentro do Banco Central. Para todos os servidores, a ética é um valor muito caro, muito caro mesmo. Realmente foi um processo de luto que ainda está sendo vivenciado por todos os servidores, eu sinto isso", disse Galípolo durante coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM).

Paulo Sérgio Souza, ex-diretor de Fiscalização, e Belline Santana, ex-diretor do Departamento de Supervisão Bancária (Desup), foram alvos de busca e apreensão em 4 de março, mas já estavam afastados administrativamente desde janeiro.

Mensagem do bloco de notas de um dos aparelhos de telefone celular de Vorcaro, apreendido pela PF, mostrava um texto em que ele pedia ajuda a Paulo Sergio sob o argumento de que o BC estaria atravancando seus negócios.

Como mostrou o SBT News, Vorcaro enviou ao menos R$ 60 milhões para uma empresa apontada nas investigações como intermediária no pagamento dos dois servidores afastados do Banco Central, que compunham o grupo de WhatsApp conhecido como "A Turma".

Paulo Sérgio Souza comandou a diretoria de Fiscalização na gestão de Roberto Campos Neto no BC e foi responsável por autorizar a compra do então Banco Máxima por Daniel Vorcaro.

A Controladoria-Geral da União (CGU) abriu Processo Administrativo Disciplinar (PAD) na segunda (23) contra ambos os servidores do Banco Central. O caso tramita sob sigilo.

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