Economia

Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de 2 anos

Informações de que os Estados Unidos e o Irã continuam em diálogo e que ainda há espaço para um eventual acordo provocaram uma virada na moeda americana

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Dólar fecha abaixo de R$ 5 pela primeira vez em mais de 2 anos | Valter Campanato/Agência Brasil

O dólar fechou em queda de 0,29% nesta segunda-feira (13), cotado a R$ 4,997, o menor valor desde 27 de março de 2024, quando havia encerrado a R$ 4,9866. Ao longo do dia, a moeda americana oscilou entre R$ 4,9835 e R$ 5,0408.

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O movimento refletiu uma virada de humor nos mercados ao longo da tarde, após sinais de distensão no cenário geopolítico envolvendo Estados Unidos e Irã. Pela manhã, o dólar chegou a subir diante do fracasso das negociações no fim de semana e da escalada de tensões no Estreito de Ormuz, mas perdeu força com a retomada das apostas em um possível acordo.

O Ibovespa acompanhou essa melhora e firmou leve alta, com o principal índice da B3 subindo 0,34% por volta das 17h, aos 198 mil pontos, chegando a renovar máximas no intradia.

Segundo fontes ouvidas pelo portal Axios, Estados Unidos e Irã continuam em diálogo e ainda há espaço para um eventual acordo, mesmo após o impasse nas negociações do último sábado, 11.

O presidente dos EUA, Donald Trump, reforçou essa leitura ao afirmar que o tráfego pelo Estreito de Ormuz segue normal e que interlocutores ligados a Teerã demonstraram interesse em retomar as conversas.

Apesar disso, Trump reiterou que não aceitará um acordo que permita ao Irã desenvolver armas nucleares, indicando que ainda há entraves relevantes nas negociações.

"Sem sombra de dúvidas que essa via reviravolta que nós tivemos no mercado foi em relação aos possíveis acordos novamente. Isso trouxe novamente um alívio, o petróleo voltou para baixo dos US$ 100 novamente", afirmou Leonardo Santana, especialista em investimentos e sócio da casa de análise Top Gain,

Na mesma linha, Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, destacou que o dólar começou o dia pressionado pelo ambiente externo mais adverso, mas perdeu força com a melhora gradual do cenário ao longo do pregão.

"No Brasil, apesar da pressão inicial, o real mostrou resiliência, sustentado pelo diferencial de juros elevado, pelo fluxo externo e pelo patamar ainda alto do petróleo — que favorece os termos de troca — o que limitou uma alta mais expressiva da moeda americana", disse Shahini.

No mercado de commodities, o petróleo reduziu parte dos ganhos mais fortes do dia, embora ainda permanecesse em alta relevante. O contrato do WTI para maio fechou com alta de 1,73%, a US$ 98,25, enquanto o Brent subia 3,38%, a US$ 98,42.

No cenário doméstico, a balança comercial também contribuiu para o movimento do câmbio. O Brasil registrou superávit de US$ 6,748 bilhões nas duas primeiras semanas de abril, alta de 151,6% em relação ao mesmo período de 2025, reforçando o fluxo favorável ao real.

Apesar do alívio no fim do dia, analistas ainda destacam cautela com o ambiente global. O cenário segue marcado por múltiplos focos de tensão, incluindo o Oriente Médio, a guerra na Ucrânia e disputas na Ásia-Pacífico, o que mantém a volatilidade elevada nos mercados.

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