Do celular ao sabão em pó: o que mais vendeu no e-commerce neste ano, segundo a CEO da Amazon Brasil
Após Black Friday, vem as festas de fim de ano e a Copa do Mundo em 2026, eventos que prometem acelerar ritmo de vendas da companhia
Exame.com
21/12/2025, 11:52 • Atualizado em 21/12/2025, 11:52
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Juliana Sztrajtman, CEO da Amazon Brasil: “O consumidor quer conveniência. Quando ele encontra variedade, preço competitivo e entrega rápida, ele passa a comprar tudo online” | Foto: Amazon/Divulgação
O carrinho do brasileiro no e-commerce está mais diverso — e mais recorrente. Em 2025, os produtos mais vendidos online deixaram claro que o comércio eletrônico já não é apenas território de grandes compras pontuais, como celulares e televisores, mas também de itens do dia a dia, como sabão em pó, papel higiênico e produtos de higiene pessoal. A leitura é de Juliana Sztrajtman, CEO da Amazon Brasil, em entrevista ao podcast De Frente com CEO, da EXAME.
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Segundo a executiva, a Black Friday deste ano foi marcada por crescimento, entrada de novos clientes e aumento da recorrência, refletindo uma mudança estrutural no comportamento de consumo.
“Além dos tradicionais campeões de vendas, as categorias ligadas ao dia a dia do consumidor tiveram um desempenho muito relevante”, afirma.
Eletrônicos seguem líderes — mas dividem espaço
Entre os itens que puxaram o volume de vendas em 2025, os eletrônicos continuam no topo. Celulares, televisores, fones de ouvido e caixas de som figuraram entre os produtos mais procurados, especialmente durante períodos promocionais.
A diferença, segundo Sztrajtman, é que esses produtos agora dividem espaço com categorias antes menos associadas ao e-commerce. “O consumidor brasileiro passou a comprar online não só produtos de maior valor, mas também itens de uso recorrente”, disse.
Sabão em pó, papel higiênico e beleza entram no carrinho
Itens básicos do cotidiano ganharam protagonismo nas vendas online neste ano. Produtos como sabão para lavar roupa, papel higiênico, shampoo, perfumes e hidratantes tiveram forte desempenho, indicando que o e-commerce passou a ser visto como uma alternativa prática e competitiva também para reposição doméstica.
Esse movimento é estratégico para o varejo digital porque aumenta a frequência de compra. Em vez de acessar a plataforma apenas para grandes aquisições, o consumidor passa a voltar com mais regularidade.
Brinquedos e itens sazonais ganham força no fim do ano
Com a aproximação do Natal, a categoria de brinquedos também se destacou nas vendas, mantendo ritmo forte após a Black Friday. Além disso, fatores climáticos influenciaram o consumo: com temperaturas mais altas, ventiladores e aparelhos de ar-condicionado ganharam tração nas buscas e nas compras.
“É a vantagem de uma loja com múltiplas categorias: a gente está presente em diferentes momentos da vida do consumidor”, afirmou a CEO.
“Achadinhos” importados ampliam tíquete e frequência
Outro destaque citado por Sztrajtman foi o lançamento da chamada “Loja de Achadinhos”, com cerca de 800 mil produtos importados a preços acessíveis, com descontos progressivos. A iniciativa, lançada poucas semanas antes da Black Friday, teve forte adesão.
“Funcionou muito bem. As pessoas compraram desde itens de decoração até produtos para casa”, disse. Segundo a executiva, esse tipo de oferta amplia o tíquete médio e incentiva compras repetidas ao longo do mês.
O que explica a mudança no e-commerce
Para a CEO da Amazon Brasil, o avanço do e-commerce em categorias cotidianas está diretamente ligado à melhora do nível de serviço — especialmente em logística, variedade e preço. Hoje, a empresa entrega em 100% dos CEPs brasileiros, com prazos de um a dois dias em mais de 1.500 cidades e entrega no mesmo dia em cerca de 100 municípios.
“O consumidor quer conveniência. Quando ele encontra variedade, preço competitivo e entrega rápida, ele passa a comprar tudo online”, afirmou.
A expectativa da Amazon é que esse padrão se intensifique no fim de 2025 e ao longo de 2026, combinando produtos de alto valor, itens recorrentes e compras sazonais. Eventos como a Copa do Mundo, datas promocionais e maior acesso a meios de pagamento e crédito devem ampliar ainda mais o alcance do e-commerce no país, com busca por televisores de grande formato e itens de bebidas e aperitivos.
“O online deixou de ser exceção. Ele virou hábito”, afirma Sztrajtman.
Do celular ao sabão em pó: o que mais vendeu no e-commerce neste ano, segundo a CEO da Amazon BrasilApós Black Friday, vem as festas de fim de ano e a Copa do Mundo em 2026, eventos que prometem acelerar ritmo de vendas da companhia Economia2025-12-21T11:52:53.920ZO carrinho do brasileiro no e-commerce está mais diverso — e mais recorrente. Em 2025, os produtos mais vendidos online deixaram claro que o comércio eletrônico já não é apenas território de grandes compras pontuais, como celulares e televisores, mas também de itens do dia a dia, como sabão em pó, papel higiênico e produtos de higiene pessoal. A leitura é de Juliana Sztrajtman, CEO da Amazon Brasil, em entrevista ao podcast De Frente com CEO, da. + Segundo a executiva, a Black Friday deste ano foi marcada por crescimento, entrada de novos clientes e aumento da recorrência, refletindo uma mudança estrutural no comportamento de consumo. “Além dos tradicionais campeões de vendas, as categorias ligadas ao dia a dia do consumidor tiveram um desempenho muito relevante”, afirma. Eletrônicos seguem líderes — mas dividem espaço Entre os itens que puxaram o volume de vendas em 2025, os eletrônicos continuam no topo. Celulares, televisores, fones de ouvido e caixas de som figuraram entre os produtos mais procurados, especialmente durante períodos promocionais. A diferença, segundo Sztrajtman, é que esses produtos agora dividem espaço com categorias antes menos associadas ao e-commerce. “O consumidor brasileiro passou a comprar online não só produtos de maior valor, mas também itens de uso recorrente”, disse. Sabão em pó, papel higiênico e beleza entram no carrinho Itens básicos do cotidiano ganharam protagonismo nas vendas online neste ano. Produtos como sabão para lavar roupa, papel higiênico, shampoo, perfumes e hidratantes tiveram forte desempenho, indicando que o e-commerce passou a ser visto como uma alternativa prática e competitiva também para reposição doméstica. Esse movimento é estratégico para o varejo digital porque aumenta a frequência de compra. Em vez de acessar a plataforma apenas para grandes aquisições, o consumidor passa a voltar com mais regularidade. Brinquedos e itens sazonais ganham força no fim do ano Com a aproximação do Natal, a categoria de brinquedos também se destacou nas vendas, mantendo ritmo forte após a Black Friday. Além disso, fatores climáticos influenciaram o consumo: com temperaturas mais altas, ventiladores e aparelhos de ar-condicionado ganharam tração nas buscas e nas compras. “É a vantagem de uma loja com múltiplas categorias: a gente está presente em diferentes momentos da vida do consumidor”, afirmou a CEO. “Achadinhos” importados ampliam tíquete e frequência Outro destaque citado por Sztrajtman foi o lançamento da chamada “Loja de Achadinhos”, com cerca de 800 mil produtos importados a preços acessíveis, com descontos progressivos. A iniciativa, lançada poucas semanas antes da Black Friday, teve forte adesão. “Funcionou muito bem. As pessoas compraram desde itens de decoração até produtos para casa”, disse. Segundo a executiva, esse tipo de oferta amplia o tíquete médio e incentiva compras repetidas ao longo do mês. O que explica a mudança no e-commerce Para a CEO da Amazon Brasil, o avanço do e-commerce em categorias cotidianas está diretamente ligado à melhora do nível de serviço — especialmente em logística, variedade e preço. Hoje, a empresa entrega em 100% dos CEPs brasileiros, com prazos de um a dois dias em mais de 1.500 cidades e entrega no mesmo dia em cerca de 100 municípios. “O consumidor quer conveniência. Quando ele encontra variedade, preço competitivo e entrega rápida, ele passa a comprar tudo online”, afirmou. + Tendência para o fim do ano e para 2026 A expectativa da Amazon é que esse padrão se intensifique no fim de 2025 e ao longo de 2026, combinando produtos de alto valor, itens recorrentes e compras sazonais. Eventos como a Copa do Mundo, datas promocionais e maior acesso a meios de pagamento e crédito devem ampliar ainda mais o alcance do e-commerce no país, com busca por televisores de grande formato e itens de bebidas e aperitivos. “O online deixou de ser exceção. Ele virou hábito”, afirma Sztrajtman.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/do-celular-ao-sabao-em-po-o-que-mais-vendeu-no-e-commerce-neste-ano-segundo-a-ceo-da-amazon-brasil
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