Economia

Desemprego cai para 6,2% e atinge menor índice da história, diz IBGE

Antes dos dados divulgados nesta sexta (29), mínima foi registrada em dezembro de 2013, com 6,3%; levantamento começou em 2012

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Felipe Moraes
29/11/2024, 12:21 • Atualizado em 30/11/2024, 00:57
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Carteira de Trabalho | Divulgação/Marcelo Camargo/Agência Brasil

Carteira de Trabalho | Divulgação/Marcelo Camargo/Agência Brasil

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A taxa de desemprego no Brasil caiu para 6,2% no trimestre encerrado em outubro, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Índice é o menor da história do levantamento, que começou a ser feito em 2012. Antes, mínima era de 6,3%, registrada no trimestre terminado em dezembro de 2013.

O índice de 6,2% representa queda de 0,6 ponto percentual (p.p.) em relação ao trimestre de maio a julho (6,8%). Recuo foi de 1,4 p.p. na comparação com o mesmo trimestre móvel de 2023 (7,6%).

Taxa de desemprego no Brasil desde início da série histórica, em 2012 | Reprodução/IBGE
Taxa de desemprego no Brasil desde início da série histórica, em 2012 | Reprodução/IBGE

Recorde na população ocupada

A população ocupada também bateu recorde, chegando a 103,6 milhões. Crescimento foi de 1,5% (mais 1,6 milhão de pessoas) no trimestre e 3,4% (mais 3,4 milhões) em 2024.

nível de ocupação — percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar — subiu para 58,7%, recorde da série histórica: cresceu 0,8 p.p. no trimestre (57,9%) e 1,5 p.p. (57,2%) no ano.

A população desocupada, de 6,8 milhões, caiu nas duas comparações -8% (menos 591 mil pessoas) no trimestre e -17,2% (menos 1,4 milhão de pessoas) em 2024. Trata-se do menor número de pessoas desocupadas desde o trimestre encerrado em dezembro de 2014.

A população subutilizada atingiu 17,8 milhões. Esse dado reúne pessoas que poderiam trabalhar, mas estão desocupadas, subocupadas (sem trabalhar todas as horas que poderiam) ou fora da força de trabalho potencial. Foi o menor número desde trimestre móvel encerrado em maio de 2015 (17,7 milhões), com recuo de -4,6 (menos 862 mil) no trimestre e -10,8% (menos 2,2 milhões) em 2024.

A taxa de subutilização foi a menor para um trimestre encerrado em outubro desde 2014 (14,8%). Já a população subocupada por insuficiência de horas (5,1 milhões) não teve variação significativa, segundo IBGE, e caiu 5,8% (menos 314 mil pessoas) no ano.

A população se que encontra fora da força de trabalho (66,1 milhões) recuou 0,9% (menos 623 mil pessoas) no trimestre e 0,8% (menos 523 mil pessoas) no ano.

Desalentados, informais e empregados por setor: veja outros dados

+ População desalentada (pessoas disponíveis para trabalhar, mas que não procuraram emprego): 3 milhões, menor número desde trimestre encerrado em abril de 2016 (2,9 milhões);

+ Empregados no setor privado: 53,4 milhões, um recorde, segundo IBGE;

+ Empregados com carteira assinada no setor privado (com exceção de trabalhadores domésticos): 39 milhões, também recorde;

+ Empregados sem carteira no setor privado: 14,4 milhões, outro recorde;

+ Empregados no setor público: 12,8 milhões, recorde;

+ Trabalhadores por conta própria: 25,7 milhões;

+ Trabalhadores domésticos: 6 milhões, com crescimento de 2,3% (mais 134 mil pessoas) no trimestre;

+ Taxa de informalidade: 38,9% da população ocupada (ou 40,3 milhões de trabalhadores informais);

+ Rendimento real habitual de todos os trabalhos: R$ 3.255;

+ Massa de rendimento real habitual: R$ 332,6 bilhões;

+ Força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas): 110,4 milhões no trimestre de agosto a outubro, novo recorde da série histórica.

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