Economia

Ibovespa renova recorde e passa dos 186 mil pontos com rali das blue chips

O destaque fica por conta da Vale (VALE3), com alta de 2,79%,, ainda que o preço do minério de ferro tenha recuado mais de 2%

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Painel de cotações da B3 | Germano Lüders/Exame

O Ibovespa acelera os ganhos na manhã desta terça-feira (3), e renovou a máxima histórica por volta das 11h30, ao subir 2,08%, aos 186.602,09 pontos.

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Com isso, o principal índice da Bolsa brasileira superou o recorde intradiário anterior, registrado em 29 de janeiro, quando havia tocado os 186.449,75 pontos.

No câmbio, o dólar opera em queda. Às 11h29, a moeda americana caía 0,91%, cotada a R$ 5,21.

Todas as ações de maior peso do índice operam em alta nos negócios desta manhã. Destaque para Vale (VALE3), com alta de mais de 2%, ainda que o preço do minério de ferro tenha recuado mais de 2%. Os "bancões" também sobem às vésperas da divulgação de balanços do 4º trimestre.

Até mesmo as ações da Petrobras, que foram "detratoras" do índice na sessão de ontem, avançam. No mercado internacional, o preço do barril do petróleo opera com uma leve alta, após recuar quase 5% no pregão de ontem.

O mercado reage a uma aparente evolução nas negociações entre Estados Unidos e Irã, o que reduz a perspectiva de restrição de oferta da matéria-prima e é uma pressão negativa para os preços.

Investidor segue de olho em juros

No Brasil, a Ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada na manhã de hoje, mostra o Banco Central percebendo inflação acima da meta este ano e em 2027.

O Copom avalia que a atividade econômica brasileira está crescendo de forma moderada. O equilíbrio entre oferta e demanda é uma das bases para que a convergência da inflação à meta.

Por outro lado, o Comitê também está de olho nos níveis de desemprego, historicamente baixos. Nesse contexto, diz a Ata, os rendimentos reais médios têm crescido mais do que as taxas de produtividade.

De qualquer forma, o Copom concluiu que manter os juros elevados por um período prolongado tem se mostrado eficaz para trazer a inflação de volta à meta e julgou adequado sinalizar para um corte da Selic na próxima reunião. Mas, sem abrir mão do esforço de consolidar o processo de "desinflação".

Dólar e mercado americano

Os juros mais baixos são um atrativo para a bolsa brasileira, que ainda tem ações bastante descontadas em função do longo período de aperto monetário. O fluxo estrangeiro no mercado acionário, por sua vez, continua trazendo dólares para o país e pressionando a cotação da moeda americana.

Ao tempo em que o Ibovespa subia, o dólar comercial recuava 0,62% a R$ 5,22. No mês de janeiro cheio, o fluxo estrangeiro ficou positivo em R$ 26,31 bilhões, superando o saldo de todo o ano de 2025.

Nos Estados Unidos, investidores demonstram otimismo com empresas de tecnologia, na esteira da divulgação de resultados trimestrais. Destaque para os papéis da Palantir, que chegaram a avançar 11% no pré-mercado e da Teradyne, uma empresa do setor de robótica, com alta de mais de 20% após apresentar metas para o ano que agradaram os investidores.

Também no pré-mercado, as ações da Nvidia esboçavam reação tímida após sofrer uma queda de quase 3% na véspera. Os papéis da empresa mais valiosa do mundo caíram com a notícia de que investimentos na OpenAI estariam sendo revistos, alimentando temores em torno de uma possível bolha.

Os índices futuros em Nova York operavam com ganhos moderados, Ao longo da semana, mais de 100 empresas do índice S&P 500 vão divulgar balanços trimestrais. Duas das sete magníficas, Amazon e Alphabet, estão nessa agenda.

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