A Oncoclínicas entrou nesta segunda-feira (13) com pedido de recuperação judicial para renegociar dívidas que somam R$ 5,1 bilhões. Em comunicado, a rede de tratamentos oncológicos anunciou que o plano foi aprovado por unanimidade pelo Conselho de Administração e passará por ratificação pelos acionistas em assembleia.
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A empresa afirmou ainda que suas operações seguirão normalmente durante o processo.
“A Companhia distribuiu um pedido de Recuperação Extrajudicial a fim de implementar um ambiente jurídico estável, seguro e transparente para a negociação e implementação da reestruturação e reperfilamento das dívidas financeiras quirografárias, bem como outros créditos intercompany”, divulgou a Oncoclínicas em Fato Relevante divulgado ao mercado nesta terça (14).
O plano de recuperação abrange 37% dos credores abrangidos, acima do mínimo de 33% para avançar com o pedido. Segundo a empresa, isso “demonstra apoio aos esforços” para viabilizar sua reestruturação.
Foi fixado também um prazo de 90 dias a partir do processamento do pedido para a homologação do plano e das condições de pagamento.
Segundo o comunicado, o plano pode envolver a capitalização da rede de clínicas pelos acionistas, a conversão de parte dos créditos abrangidos em participação acionária, a substituição de parte dos créditos por novas dívidas e o alongamento do cronograma de amortização destes.
Como parte da reestruturação, a Oncoclínicas anunciou a rescisão de dois contratos de aluguel em São Paulo e Goiânia. As multas foram incluídas na renegociação das dívidas.
“A Companhia esclarece que a Recuperação Extrajudicial não abrangerá as obrigações operacionais correntes da Oncoclínicas com seus clientes, fornecedores e outros parceiros de negócios”, completa.
A crise financeira da maior rede privada de tratamentos contra o câncer foi agravada por acordos que fracassaram desde 2025.
O primeiro baque foi a liquidação do Banco Master pelo Banco Central por fraudes bancárias. A instituição de Daniel Vorcaro havia adquirido 10% de participação na Oncoclínicas, mas a compra foi desfeita após revisão do BC.
Depois, veio a inadimplência da Unimed-Ferj, uma das principais fontes pagadoras da rede clínica.
Já neste ano, a empresa passou a negociar com a Porto Seguro e o Grupo Fleury para formar uma nova empresa de oncologia. O negócio colapsou em abril, após a desistência das três companhias.
Com rombo de R$ 5 bi, Oncoclínicas pede recuperação judicialMaior rede privada de clínicas de tratamento contra o câncer disse que o processo não afetará suas operaçõesEconomia2026-07-14T13:45:21.752ZA Oncoclínicas entrou nesta segunda-feira (13) com pedido de recuperação judicial para renegociar dívidas que somam R$ 5,1 bilhões. Em comunicado, a rede de tratamentos oncológicos anunciou que o plano foi aprovado por unanimidade pelo Conselho de Administração e passará por ratificação pelos acionistas em assembleia. A empresa afirmou ainda que suas operações seguirão normalmente durante o processo. “A Companhia distribuiu um pedido de Recuperação Extrajudicial a fim de implementar um ambiente jurídico estável, seguro e transparente para a negociação e implementação da reestruturação e reperfilamento das dívidas financeiras quirografárias, bem como outros créditos intercompany”, divulgou a Oncoclínicas em Fato Relevante divulgado ao mercado nesta terça (14). O plano de recuperação abrange 37% dos credores abrangidos, acima do mínimo de 33% para avançar com o pedido. Segundo a empresa, isso “demonstra apoio aos esforços” para viabilizar sua reestruturação. Foi fixado também um prazo de 90 dias a partir do processamento do pedido para a homologação do plano e das condições de pagamento. Segundo o comunicado, o plano pode envolver a capitalização da rede de clínicas pelos acionistas, a conversão de parte dos créditos abrangidos em participação acionária, a substituição de parte dos créditos por novas dívidas e o alongamento do cronograma de amortização destes. Como parte da reestruturação, a Oncoclínicas anunciou a rescisão de dois contratos de aluguel em São Paulo e Goiânia. As multas foram incluídas na renegociação das dívidas. “A Companhia esclarece que a Recuperação Extrajudicial não abrangerá as obrigações operacionais correntes da Oncoclínicas com seus clientes, fornecedores e outros parceiros de negócios”, completa. A crise financeira da maior rede privada de tratamentos contra o câncer foi agravada por acordos que fracassaram desde 2025. O primeiro baque foi a liquidação do Banco Master pelo Banco Central por fraudes bancárias. A instituição de Daniel Vorcaro havia adquirido 10% de participação na Oncoclínicas, mas a compra foi desfeita após revisão do BC. Depois, veio a inadimplência da Unimed-Ferj, uma das principais fontes pagadoras da rede clínica. Já neste ano, a empresa passou a negociar com a Porto Seguro e o Grupo Fleury para formar uma nova empresa de oncologia. O negócio colapsou em abril, após a desistência das três companhias.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/com-rombo-de-r-5-bi-oncoclinicas-pede-recuperacao-judicial