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Trump notifica Congresso sobre retomada de conflito com Irã

Carta enviada ao Legislativo marca, segundo o governo, o início de um novo prazo para operações militares

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Naiara Ribeiro, com informações da Reuters
Donald Trump | Reprodução Reuters/Evan Vucci

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou ao Congresso uma notificação formal informando que o conflito com o Irã foi retomado em 7 de julho. Para o governo, a data marca o início de um novo prazo de 60 dias para manter operações militares sem autorização dos parlamentares.

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Na carta, datada de 10 de julho e acessada pela Reuters na segunda-feira (14), Trump afirmou que decidiu retomar as ações para "proteger a segurança nacional dos Estados Unidos e os interesses do país no exterior". O documento também resume os principais acontecimentos desde o início do conflito, como o cessar-fogo anunciado em abril, depois prorrogado, e as tentativas do governo de chegar a um acordo diplomático com o Irã.

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Segundo Trump, o Irã descumpriu o memorando de entendimento assinado em junho ao atacar navios comerciais que cruzavam o Estreito de Ormuz. Para o presidente, esse foi o motivo para os Estados Unidos voltarem a atacar a República Islâmica.

Ainda na segunda-feira, Trump afirmou que os EUA restabeleceram o bloqueio à navegação iraniana no Golfo Pérsico. Ele disse ainda que o país vai garantir a livre circulação de embarcações pelo Estreito de Ormuz.

A notificação enviada ao Congresso está ligada à Lei dos Poderes de Guerra. Pela legislação, o presidente deve comunicar o Congresso em até 48 horas após o início das hostilidades. Sem autorização dos parlamentares, as operações militares podem durar por, no máximo, 60 dias.

O governo, no entanto, argumenta que o prazo anterior deixou de valer porque o conflito teria sido interrompido pelo cessar-fogo. Democratas e parte dos republicanos discordam. Para eles, as hostilidades nunca chegaram a ser encerradas.

A interpretação do governo voltou ao centro do debate no mês passado, quando Senado e Câmara aprovaram uma resolução pedindo que Trump retirasse as forças norte-americanas do conflito com o Irã. O presidente criticou a medida e afirmou que ela favorece o Irã e dificulta a atuação dos Estados Unidos.

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