Economia

BRB negocia na Faria Lima venda de ativos do Master para cobrir rombo com carteiras de crédito

Pacote inclui até terreno na Marginal Pinheiros; verba poderia evitar aporte do GDF em ano eleitoral

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Banco de Brasília | Divulgação/BRB
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O presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Nelson Antônio de Souza, viajou pessoalmente a São Paulo nesta quarta-feira (04) para negociar com expoentes da Faria Lima a venda de ativos que pertenciam ao Master. O pacote abarca fundos de investimentos e imóveis, incluindo um terreno na Marginal Pinheiros.

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O processo para a chegada desses ativos ao portfólio do BRB é justamente o centro das investigações conduzidas pela Polícia Federal. Antes de ser liquidado, o Master vendeu para o BRB cerca de R$ 12 bilhões em carteiras de crédito que posteriormente se mostraram sem lastro financeiro.

Em novembro, o BRB informou que, desse montante, R$ 10 bilhões já haviam sido liquidados ou substituídos por outros investimentos. São esses novos ativos, que inclui terrenos, que foram repassados pelo BRB ao Master para tentar compensar as carteiras de crédito supostamente falsas que o banco distrital tenta se desfazer.

Como mostrou o SBT News, o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, porém, afirmou em depoimento à Polícia Federal (PF), que o BRB já havia provisionado (reservado) R$ 2,7 bilhões para cobrir a fraude com a transação das carteiras de crédito e precisaria reservar mais de R$ 2,2 bilhões, totalizando até R$ 5 bilhões de rombo.

Nos bastidores do BRB, a expectativa é levantar mais de R$ 20 bilhões com a venda dos ativos que eram do Master à Faria Lima. Nesse cenário positivo, seria possível cobrir todo o provisionamento necessário para reverter o prejuízo.

De quebra, a sobra financeira evitaria a necessidade de um aporte com dinheiro público do governo do Distrito Federal em ano de eleições. Pré-candidato ao Senado, o governador Ibaneis Rocha (MDB) tem sido pressionado politicamente pela crise envolvendo o banco distrital.

Em nota, o BRB informou que qualquer estimativa de necessidade de capital "considerará integralmente todos os efeitos identificados na avaliação dos fundos e ativos repassados pelo Banco Master". "Após o encerramento das apurações será estabelecido o valor do aporte necessário para cobrir eventuais perdas", disse o banco. "Para suprir possível déficit, já está desenhado um plano de capitalização que será encaminhado ao órgão regulador após a conclusão das análises", acrescentou.

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