Economia

Brasil abre 73 mil vagas formais em maio, menor saldo do ano

Resultado é o pior para o mês desde a pandemia; serviços puxaram contratações, enquanto comércio ficou perto de zero

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Caio Barcellos
30/06/2026, 17:57 • Atualizado em 30/06/2026, 17:57
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Brasil abre 73 mil vagas formais em maio, menor saldo do ano

O Brasil abriu 72.960 vagas de emprego com carteira assinada em maio de 2026, informou o Ministério do Trabalho e Emprego nesta terça-feira (30). O resultado é o menor saldo mensal do ano e decorre de 2.207.303 admissões e 2.134.343 desligamentos.

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O desempenho também foi o mais fraco para um mês de maio desde 2020, quando o mercado formal fechou 398.230 postos em meio aos efeitos da pandemia da covid-19. Em maio de 2025, o saldo havia sido positivo em 153.108 vagas, mais que o dobro do registrado neste ano.

Apesar da desaceleração, todos os 5 grandes setores da economia tiveram saldo positivo no mês. O principal motor foi serviços, com 45.655 vagas. Na sequência vieram construção, com 12.096 postos, agropecuária, com 10.205, indústria, com 4.974, e comércio, praticamente estável, com 40 vagas.

No setor de serviços, os maiores saldos vieram de saúde humana e serviços sociais, atividades administrativas e transporte. Na construção, o destaque foi o avanço em obras de infraestrutura. Na agropecuária, a geração de postos foi puxada pelo cultivo de café, que abriu 17.674 vagas no mês.

O comércio teve o resultado mais fraco entre os setores. O saldo positivo no segmento de comércio e reparação de veículos foi praticamente anulado pelo fechamento de vagas no varejo.

No recorte regional, 22 das 27 unidades da Federação abriram vagas em maio. Os maiores saldos absolutos foram registrados em São Paulo, com 18.224 postos, Espírito Santo, com 9.532, e Rio de Janeiro, com 9.195. Na outra ponta, os piores resultados foram os do Rio Grande do Sul, com fechamento de 5.657 vagas, Goiás, com perda de 2.742, e Tocantins, com saldo negativo de 743.

O saldo do mês teve forte participação de vínculos considerados não típicos, como contratos de aprendizagem, intermitentes, temporários, trabalhadores vinculados a Cadastro de Atividade Econômica da Pessoa Física (CAEPF) e jornadas de até 30 horas semanais. Esses postos responderam por 33.478 vagas, ou 45,9% do total criado em maio. Os vínculos típicos somaram 39.482 vagas, o equivalente a 54,1% do saldo.

Acumulado de 2025

No acumulado de janeiro a maio, o país criou 767.326 empregos formais, alta de 1,6% no estoque de trabalhadores celetistas. O número fica abaixo dos resultados registrados no mesmo período de 2021 a 2025, na série do Novo Caged. O estoque total de empregos formais chegou a 47.877.989 em maio.

No ano, 4 dos 5 setores acumulam saldo positivo. Serviços lidera, com 493.917 vagas, seguido por construção, com 154.448, indústria, com 128.353, e agropecuária, com 16.904. O comércio é o único no negativo, com fechamento de 26.274 postos de janeiro a maio.

Entre os Estados, os maiores saldos acumulados em 2026 foram os de São Paulo, com 215.924 vagas, Minas Gerais, com 87.375, e Santa Catarina, com 61.658. O pior desempenho foi o de Alagoas, que perdeu 11.240 postos no período.

O salário médio real de quem foi coontratado no mês ficou em R$ 2.384,10 em maio. Houve queda de 0,75% em relação a abril, quando o valor era de R$ 2.402,07. Na comparação com maio de 2025, porém, houve alta real de 1,5%.

O Novo Caged mede admissões e desligamentos de trabalhadores formais, com carteira assinada. Os dados podem ser revisados nos meses seguintes, conforme novas declarações das empresas forem incorporadas ao sistema.

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