Economia

Banco Master: não haverá reversão na liquidação e processo vai acabar rapidamente, diz presidente do TCU

Vital do Rêgo Filho afirmou que se reunirá na próxima semana com Galípolo, presidente do BC, para discutir melhor maneira de receber documentos

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O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, afirmou ao SBT News nesta sexta-feira (9) que não haverá reversão da liquidação do Banco Master e que o processo deve "terminar rapidamente".

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"Nesse processo, é bom que se diga, caberia ao Banco Central a intervenção. O TCU não entra nessa discussão do liquidante, mas entra na da legalidade do processo. Não cabe ao TCU fazer uma reversão na liquidação", disse Rêgo Filho.

O TCU, que suspendeu uma inspeção que seria feita no BC para criar "um calendário comum de apresentação de documentos", acredita que informações recebidas da autarquia federal poderão ser efetivas a ponto do processo ser concluído de forma rápida. Segundo Rêgo Filho, o caso precisa de um "afinamento de posições" e, por isso, o tribunal vai discutir, em conjunto com o Banco Central, a melhor maneira de receber documentos, muitos considerados sigilosos, sobre o caso Master.

Em primeira mão, ele afirmou ao News Manhã que deve se reunir com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, na próxima semana.

"Efetivamente, nós vamos, junto ao Banco Central, discutir o modus operandi para que essas repercussões possam ser minimizadas nesse momento de tensão econômica no Brasil e no mercado", disse Rêgo Filho.

Vital do Rêgo Filho reforçou que o tribunal tem competência garantida pela Constituição Federal para fiscalizar todos os entes da administração direta, indireta e autárquica e destacou que é dever constitucional do TCU atuar contra fraudes bancárias.

"O Banco Master fez operações que foram fraudulentas com milhares e milhares de pessoas através de crédito consignado. Essas pessoas foram prejudicadas porque muitas delas não vão estar acobertadas pelo Fundo Garantidor de Crédito. É aí que entram os deveres constitucionais do Tribunal de Contas", afirmou.

Ele concluiu dizendo que o trabalho do tribunal é realizado com respeito à autonomia do Banco Central e às prerrogativas do TCU. "Em todo esse processo, eu fui um leão defendendo as prerrogativas do TCU. Meu compromisso é com o meu tribunal", disse.

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