Caso Master: defesa de Vorcaro vê chance baixa de reverter liquidação
Prioridade é evitar venda de ativos a preços baixos; BC diz que grande parte do patrimônio era fraudado
Amanda Klein
07/01/2026, 14:29 • Atualizado em 07/01/2026, 14:33
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Banco Master e Daniel Vorcaro, executivo responsável pela instituição | Reprodução/SBT
Parte da defesa do banqueiro Daniel Vorcaro diz que a possibilidade de reverter a liquidação do Master é nenhuma ou muito pequena.
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Esse advogado argumenta ao SBT News que há uma confusão entre a determinação da liquidação com os atos da liquidação, que acontecem a partir do momento em que o liquidante, Eduardo Félix Bianchini, foi nomeado pelo Banco Central.
Segundo essa tese da defesa, o Master era solvente, mas atravessava uma crise de liquidez por conta de uma campanha difamatória no mercado.
De acordo com essa visão, há mais ativos do que passivos, e todos poderiam ser ressarcidos sem dano ao Fundo Garantidor de Crédito.
O objetivo, então, é evitar que a dívida do banqueiro seja ainda maior, o que pode acontecer se os ativos forem vendidos a preços baixos.
O processo que levou à liquidação pelo Banco Central encontrou outra realidade: patrimônio de R$ 4 bilhões, sendo que R$ 12 bilhões foram estabelecidos como fraude e mais R$ 11,5 bilhões desviados.
Essa segunda fraude foi identificada em novembro, envolvendo fundos de baixa liquidez da Reag, alvo da operação Carbono Oculto. Fontes do BC lembram que o banqueiro tentou vender ativos durante um ano e não conseguiu comprador para esses ativos porque Polícia Federal e Ministério Público Federal entenderam que não existiam, eram fraudados.
O ministro do TCU Jhonathan de Jesus determinou uma inspeção técnica no Banco Central para apurar o processo de liquidação do Master.
Em despacho na segunda-feira (5), ele não descarta medida para "preservar valor da massa liquidanda".
O advogado Vitor Marques, especializado em Direito Administrativo, afirmou que o TCU extrapola sua competência.
"A análise deve ser de procedimento. O Banco Central é autônomo e independente. Estamos diante de um episódio inédito, em que o responsável por tomar decisões no âmbito do sistema financeiro (BC) é questionado pelo tribunal de contas", disse.
Caso Master: defesa de Vorcaro vê chance baixa de reverter liquidaçãoPrioridade é evitar venda de ativos a preços baixos; BC diz que grande parte do patrimônio era fraudadoEconomia2026-01-07T14:29:54.155ZParte da defesa do banqueiro Daniel Vorcaro diz que a possibilidade de reverter a liquidação do Master é nenhuma ou muito pequena. Para um advogado que conversou com a coluna, isso só aconteceria no caso de o Tribunal de Contas da União descobrir alguma irregularidade muito grave. Ainda de acordo com a opinião desse advogado, a principal estratégia junto ao TCU é de evitar que os ativos do banco sejam vendidos a preços baixos. A defesa de Vorcaro é composta por diversos escritórios de advocacia. Esse advogado argumenta ao SBT News que há uma confusão entre a determinação da liquidação com os atos da liquidação, que acontecem a partir do momento em que o liquidante, Eduardo Félix Bianchini, foi nomeado pelo Banco Central. Segundo essa tese da defesa, o Master era solvente, mas atravessava uma crise de liquidez por conta de uma campanha difamatória no mercado. De acordo com essa visão, há mais ativos do que passivos, e todos poderiam ser ressarcidos sem dano ao Fundo Garantidor de Crédito. O objetivo, então, é evitar que a dívida do banqueiro seja ainda maior, o que pode acontecer se os ativos forem vendidos a preços baixos. O processo que levou à liquidação pelo Banco Central encontrou outra realidade: patrimônio de R$ 4 bilhões, sendo que R$ 12 bilhões foram estabelecidos como fraude e mais R$ 11,5 bilhões desviados. Essa segunda fraude foi identificada em novembro, envolvendo fundos de baixa liquidez da Reag, alvo da operação Carbono Oculto. Fontes do BC lembram que o banqueiro tentou vender ativos durante um ano e não conseguiu comprador para esses ativos porque Polícia Federal e Ministério Público Federal entenderam que não existiam, eram fraudados. O ministro do TCU Jhonathan de Jesus determinou uma inspeção técnica no Banco Central para apurar o processo de liquidação do Master. Em despacho na segunda-feira (5), ele não descarta medida para "preservar valor da massa liquidanda". O advogado Vitor Marques, especializado em Direito Administrativo, afirmou que o TCU extrapola sua competência. "A análise deve ser de procedimento. O Banco Central é autônomo e independente. Estamos diante de um episódio inédito, em que o responsável por tomar decisões no âmbito do sistema financeiro (BC) é questionado pelo tribunal de contas", disse.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/caso-master-defesa-de-vorcaro-ve-chance-baixa-de-reverter-liquidacao
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