Após alta da Selic, CNI diz que Banco Central precisa rever postura urgentemente
Entidade avalia decisão do Comitê de Política Monetária como injustificada e incompreensível; alta da taxa básica de juros é a terceira consecutiva
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SBT News
12/12/2024, 00:09 • Atualizado em 12/12/2024, 00:23
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Foto: Reprodução/Freepik
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou como "incompreensível e injustificável" o aumento para 12,25% da taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, na tarde desta quarta-feira (11).
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A decisão de elevar a taxa em 1 ponto percentual coloca o Brasil em segundo lugar no ranking de maior juro real do mundo, atrás apenas da Turquia, segundo dados da consultoria MoneYou. O aumento é o terceiro seguido.
De acordo com a CNI, a alta não faz sem sentido no atual contexto econômico do país e a postura do BC precisa ser revista urgentemente. A nota divulgada pela entidade cita a desaceleração da inflação em novembro e o corte de gastos do governo. No mês passado, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 0,39%, abaixo do registrado em outubro, quando variou 0,56%.
A decisão do Banco Central, segundo a CNI, também ignora a desaceleração da atividade econômica e a tendência de redução de juros nas principais economias globais, trazendo impactos negativos para a população.
"A decisão do Banco Central é impor um remédio exagerado para controlar a inflação, com efeitos indesejados sobre a economia [...] A trajetória da política monetária deve levar em conta a necessidade que o Brasil tem de reduzir o custo financeiro suportado pelas empresas, que se acumula ao longo das cadeias produtivas, e pelos consumidores", diz a nota.
Após alta da Selic, CNI diz que Banco Central precisa rever postura urgentementeEntidade avalia decisão do Comitê de Política Monetária como injustificada e incompreensível; alta da taxa básica de juros é a terceira consecutivaEconomia2024-12-12T00:09:34.425ZA Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou como "incompreensível e injustificável" o aumento para 12,25% da taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, na tarde desta quarta-feira (11). A decisão de elevar a taxa em 1 ponto percentual coloca o Brasil em segundo lugar no ranking de maior juro real do mundo, atrás apenas da Turquia, segundo dados da consultoria MoneYou. O aumento é o terceiro seguido. De acordo com a CNI, a alta não faz sem sentido no atual contexto econômico do país e a postura do BC precisa ser revista urgentemente. A nota divulgada pela entidade cita a desaceleração da inflação em novembro e o corte de gastos do governo. No mês passado, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve alta de 0,39%, abaixo do registrado em outubro, quando variou 0,56%. A decisão do Banco Central, segundo a CNI, também ignora a desaceleração da atividade econômica e a tendência de redução de juros nas principais economias globais, trazendo impactos negativos para a população. "A decisão do Banco Central é impor um remédio exagerado para controlar a inflação, com efeitos indesejados sobre a economia [...] A trajetória da política monetária deve levar em conta a necessidade que o Brasil tem de reduzir o custo financeiro suportado pelas empresas, que se acumula ao longo das cadeias produtivas, e pelos consumidores", diz a nota. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/apos-alta-da-selic-anunciada-pelo-copom-cni-diz-que-banco-central-precisa-rever-postura-urgentemente