Apesar da queda, inflação deve voltar a subir devido às queimadas e à conta de luz
IPCA registrou a primeira desinflação desde julho de 2023, movida sobretudo por uma queda no preço dos alimentos e pela bandeira verde na conta da energia
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Gabriel Sponton
10/09/2024, 20:42 • Atualizado em 10/09/2024, 20:51
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Contas de luz impulsionaram queda no IPCA | Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, registrou uma queda de 0,02% no mês de agosto, a primeira desinflação desde junho de 2023. Contudo, apesar da diminuição do índice, o IPCA deve voltar a subir devido às queimadas pelo país e à bandeira vermelha na conta de energia.
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A queda anunciada nesta terça-feira (10) foi movida, sobretudo, pelos grupos do IPCA de alimentação e bebidas (-0,44%) e habitação (-0,51%). O Brasil tem inflação acumulada de 4,24% nos últimos 12 meses. De janeiro até agosto, a alta foi de 2,85%.
O IBGE destaca, no grupo de alimentação e bebidas, uma queda nos preços da batata inglesa (-19,04%), tomate (-16,89%) e da cebola (-16,85%). Já na habitação, o preço da energia elétrica foi o principal responsável pela desinflação, por causa da bandeira verde nas contas de energia. Contudo, a expectativa é de que a queda não se mantenha nos próximos meses.
Segundo a economista e professora da Fundação Getulio Vargas (FGV), Carla Beni, a inflação deve sofrer uma correção num futuro próximo devido a dois fatores principais: preço da energia, que voltou a subir em setembro, e consequências da seca e das queimadas, principalmente no estado de São Paulo.
"A bandeira vermelha foi acionada, então a gente vai ter um encarecimento na energia elétrica residencial e nós vamos ter também um impacto, a conferir, das secas e das queimadas em vários setores produtivos", explica a professora.
As altas e baixas do IPCA não são um fenômeno recente e têm ocorrido com mais frequência nos últimos meses, afirma Maykon Douglas, economista da Highpar.
"A inflação tem sido muito volátil nos últimos meses, principalmente quando a gente pega itens como energia elétrica e alimentação. Tivemos efeitos das próprias enchentes. [...] Nesse ano tiveram muitas perturbações de curto prazo", conta o economista.
O que é IPCA?
O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o indicador oficial da inflação no Brasil. O índice mede a variação no preço dos produtos e serviços e, assim, mede o poder de compra da nossa moeda, o Real.
O IPCA, calculado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é utilizado como referência para as metas inflacionária do país. Uma inflação alta, por exemplo, desacelera a economia, aumenta a dívida pública e diminui o poder de compra das pessoas. A inflação baixa também impacta no funcionamento da economia.
O índice é calculado a partir da média ponderada da variação de preços de produtos e serviços avaliados, como o arroz, o feijão, transportes, remédios e outros.
Apesar da queda, inflação deve voltar a subir devido às queimadas e à conta de luzIPCA registrou a primeira desinflação desde julho de 2023, movida sobretudo por uma queda no preço dos alimentos e pela bandeira verde na conta da energiaEconomia2024-09-10T20:42:43.927ZO Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação no Brasil, registrou uma queda de 0,02% no mês de agosto, a primeira desinflação desde junho de 2023. Contudo, apesar da diminuição do índice, o IPCA deve voltar a subir devido às queimadas pelo país e à bandeira vermelha na conta de energia. A queda anunciada nesta terça-feira (10) foi movida, sobretudo, pelos grupos do IPCA de alimentação e bebidas (-0,44%) e habitação (-0,51%). O Brasil tem inflação acumulada de 4,24% nos últimos 12 meses. De janeiro até agosto, a alta foi de 2,85%. O IBGE destaca, no grupo de alimentação e bebidas, uma queda nos preços da batata inglesa (-19,04%), tomate (-16,89%) e da cebola (-16,85%). Já na habitação, o preço da energia elétrica foi o principal responsável pela desinflação, por causa da bandeira verde nas contas de energia. Contudo, a expectativa é de que a queda não se mantenha nos próximos meses. Segundo a economista e professora da Fundação Getulio Vargas (FGV), Carla Beni, a inflação deve sofrer uma correção num futuro próximo devido a dois fatores principais: preço da energia, que voltou a subir em setembro, e consequências da seca e das queimadas, principalmente no estado de São Paulo. "A bandeira vermelha foi acionada, então a gente vai ter um encarecimento na energia elétrica residencial e nós vamos ter também um impacto, a conferir, das secas e das queimadas em vários setores produtivos", explica a professora. As altas e baixas do IPCA não são um fenômeno recente e têm ocorrido com mais frequência nos últimos meses, afirma Maykon Douglas, economista da Highpar. "A inflação tem sido muito volátil nos últimos meses, principalmente quando a gente pega itens como energia elétrica e alimentação. Tivemos efeitos das próprias enchentes. [...] Nesse ano tiveram muitas perturbações de curto prazo", conta o economista. O que é IPCA? O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o indicador oficial da inflação no Brasil. O índice mede a variação no preço dos produtos e serviços e, assim, mede o poder de compra da nossa moeda, o Real. O IPCA, calculado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), é utilizado como referência para as metas inflacionária do país. Uma inflação alta, por exemplo, desacelera a economia, aumenta a dívida pública e diminui o poder de compra das pessoas. A inflação baixa também impacta no funcionamento da economia. O índice é calculado a partir da média ponderada da variação de preços de produtos e serviços avaliados, como o arroz, o feijão, transportes, remédios e outros. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/apesar-da-queda-inflacao-deve-voltar-a-subir-devido-as-queimadas-e-contas-de-luz
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