Alckmin diz que 26 estados vão aderir ao programa para reduzir preço do diesel importado
Unidades federativas devem formalizar adesão até quarta (22); presidente em exercício também falou sobre a “taxa das blusinhas” e escala 6x1


Jessica Cardoso
O presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou neste sábado (18) que 26 estados já indicaram adesão ao programa do governo federal voltado à redução do preço do diesel importado.
Alckmin, que exerce interinamente a Presidência devido à viagem do presidente Lula (PT) à Espanha, deu as declarações a jornalistas durante visita a concessionárias em Valparaíso de Goiás (GO).
A medida foi adotada para conter os impactos da guerra no Oriente Médio sobre o custo dos combustíveis e seus efeitos na inflação. As unidades federativas deverão formalizar a adesão ao programa até quarta-feira (22).
“O governo tirou o imposto do diesel, zerou o Pis/Cofins, deu o subsídio e ainda convidou os estados a também aderirem para reduzir ainda mais o impacto e 26 estados já disseram que vão aderir. Vamos esperar até o dia 22 [de abril]. Vamos torcer para ter unanimidade”, disse Alckmin.
A proposta prevê uma subvenção de até R$ 1,20 por litro, com custo dividido igualmente entre União e governos estaduais (R$ 0,60 para cada). Segundo Alckmin, o acordo não deve gerar impacto futuro nas contas públicas. “Vai ter nenhuma conta para o futuro. É um entendimento”, afirmou.
Alckmin também foi questionado sobre a chamada “taxa das blusinhas” e evitou antecipar qualquer posição do governo. “Essa foi uma decisão do Congresso Nacional. Não há ainda uma decisão sobre isso. Vamos aguardar”, disse.
O presidente em exercício comentou ainda o debate sobre o fim da escala 6x1 e afirmou que há uma tendência internacional de redução da jornada de trabalho. Ele também defendeu que a discussão sobre como a mudança pode ser implementada (de forma imediata ou gradual, conforme o tipo de atividade) deve ser feita pelo Congresso.
“Há uma tendência no mundo de reduzir a escala, porque, com a tecnologia, eu faço mais com menos gente. [...] O que se deve fazer? Se deve discutir o tema para ver a maneira: se isso pode ser implantado direto, se deve ter um escalonamento em razão dos tipos de atividade. Essa é uma discussão que o Congresso Nacional fará”, declarou.









