Cultura

Morre Béla Tarr, cineasta húngaro de "Sátántangó" e "O Cavalo de Turim", aos 70 anos

Diretor ficou conhecido por parcerias com o escritor conterrâneo László Krasznahorkai, vencedor do Nobel de Literatura

Imagem da noticia Morre Béla Tarr, cineasta húngaro de "Sátántangó" e "O Cavalo de Turim", aos 70 anos
Diretor húngaro Béla Tarr | Reprodução/IMDb
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O cineasta húngaro Béla Tarr, diretor de filmes cult como "Sátántangó" (1994) e "O Cavalo de Turim" (2011), morreu nesta terça-feira (6), aos 70 anos, após enfrentar uma longa doença não especificada. Informação foi confirmada à agência de notícias MTI pelo também realizador de cinema Bence Fliegauf, falando em nome da família.

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Tarr nasceu em Pécs e foi criado em Budapeste. Em 40 anos de trajetória, ganhou admiração de cinéfilos e críticos e reconhecimento de festivais e entidades cinematográficas por trabalhos contemplativos, filosóficos, habitualmente rodados em preto e branco e com planos de longa duração.

Tarr começou a fazer seus próprios filmes amadores na adolescência, documentando a realidade húngara. Começou a realizar longa-metragem de estreia, "Ninho Familiar" (1979), aos 22, com apoio dos estúdios Béla Balázs. Estudou na Universidade de Teatro e Artes Cinematográficas na capital húngara e continuou carreira na década de 1980, com o telefilme "Macbeth" (1982) e "Almanac of Fall" (1984).

A partir de "Damnation" (1988), passou a colaborar com o escritor conterrâneo László Krasznahorkai em adaptações e títulos originais. O autor venceu o prêmio Nobel de Literatura em 2025. A parceria seguinte, "Sátántangó" (1994), rendeu filme com mais de sete horas de duração.

Tarr voltou a uma obra do novelista em "A Harmonia Werckmeister" (2000). Com Krasznahorkai, adaptou livro do belga Georges Simenon em "O Homem de Londres" (2007), estrelado pela atriz britânica Tilda Swinton, e coassinou roteiro de "O Cavalo de Turim" (2011), longa que marcou aposentadoria do diretor.

Frame de "Sátántangó" (1994), um dos filmes mais celebrados de Béla Tarr | Reprodução/IMDb
Frame de "Sátántangó" (1994), um dos filmes mais celebrados de Béla Tarr | Reprodução/IMDb

Ágnes Hranitzky, companheira do cineasta de 1978 a 2012, teve papel fundamental na obra do realizador. Editou todos os trabalhos dele de "The Outsider" (1981) em diante e, a partir de "Werckmeister", passou a ser creditada em filmes de Tarr como codiretora.

Após encerrar carreira, Tarr mudou-se para Sarajevo, na Bósnia e Herzegovina, e em 2013 criou a film.factory, escola internacional de cinema. Entre honrarias recebidas, ganhou o Grande Prêmio do Festival de Berlim por "Turim".

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