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A decisão foi tomada após parlamentares do PSOL entrarem com uma ação no Supremo, nesta quarta-feira (15), contestando a construção e pedindo a derrubada do muro.
Os parlamentares que acionaram o STF afirmam que medidas da decisão cautelar sobre as diretrizes da Política Nacional para a População em Situação de Rua estão sendo desrespeitadas pela prefeitura, e pedem a derrubada do muro no prazo de um dia.
O ofício foi endereçado a Moraes, que é relator da da ação que tramita no Supremo.
“Ao erigir um muro que isola e exclui socialmente as pessoas que vivem na Cracolândia, a Municipalidade comete um ataque brutal e inconstitucional contra o conjunto dos direitos fundamentais consagrados pela Constituição Federal, negando a dignidade humana e violando princípios basilares de igualdade, liberdade e acesso a direitos essenciais”, escreveram os parlamentares.
A administração de Ricardo Nunes argumenta que o muro foi construído para substituir os tapumes que eram quebrados com frequência em partes pontiagudas e ofereciam risco para pessoas em situação de vulnerabilidade,
Na quarta-feira (15), em resposta à Defensoria Pública de São Paulo - que emitiu um ofício recomendando a retirada de "qualquer barreira física colocada para separar dependentes químicos das demais áreas" - a prefeitura reiterou que não houve intenção de emparedar os dependentes químicos.
"Além da substituição dos tapumes pelo muro, a prefeitura também fez melhorias no piso da área ocupada para as pessoas em situação de vulnerabilidade. Portanto, não são verdadeiras as afirmações de que a administração municipal atuou na região com outros interesses que não sejam a assistência e acolhimento às pessoas em vulnerabilidade na Cena Aberta de Uso”, reiterou a administração municipal por meio de nota.
A reportagem do SBT News entrou em contato com a prefeitura e pediu um posicionamento em relação ao pedido de explicações do ministro Alexandre de Moraes, mas ainda não obteve resposta.
Moraes dá prazo de 24 horas para Ricardo Nunes explicar "muro" na CracolândiaMinistro do Supremo Tribunal Federal se manifestou após ação de parlamentares do PSOL pedindo a derrubada da estruturaBrasil2025-01-16T23:33:14.962ZO ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes pediu explicações, em até 24 horas, para o prefeito da cidade de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), . A estrutura, erguida em maio do ano passado, tem 40 metros e fica na Rua General Couto Magalhães, no bairro Santa Ifigênia, região central da capital paulista. A decisão foi tomada após parlamentares do PSOL entrarem com uma ação no Supremo, nesta quarta-feira (15), contestando a construção e pedindo a derrubada do muro. Os parlamentares que acionaram o STF afirmam que medidas da decisão cautelar sobre as diretrizes da Política Nacional para a População em Situação de Rua estão sendo desrespeitadas pela prefeitura, e pedem a derrubada do muro no prazo de um dia. O ofício foi endereçado a Moraes, que é relator da da ação que tramita no Supremo. “Ao erigir um muro que isola e exclui socialmente as pessoas que vivem na Cracolândia, a Municipalidade comete um ataque brutal e inconstitucional contra o conjunto dos direitos fundamentais consagrados pela Constituição Federal, negando a dignidade humana e violando princípios basilares de igualdade, liberdade e acesso a direitos essenciais”, escreveram os parlamentares. O que diz a Prefeitura de São Paulo A administração de Ricardo Nunes argumenta que o muro foi construído para substituir os tapumes que eram quebrados com frequência em partes pontiagudas e ofereciam risco para pessoas em situação de vulnerabilidade, Na quarta-feira (15), em resposta à Defensoria Pública de São Paulo - que emitiu um ofício recomendando a retirada de "qualquer barreira física colocada para separar dependentes químicos das demais áreas" - a prefeitura reiterou que não houve intenção de emparedar os dependentes químicos. "Além da substituição dos tapumes pelo muro, a prefeitura também fez melhorias no piso da área ocupada para as pessoas em situação de vulnerabilidade. Portanto, não são verdadeiras as afirmações de que a administração municipal atuou na região com outros interesses que não sejam a assistência e acolhimento às pessoas em vulnerabilidade na Cena Aberta de Uso”, reiterou a administração municipal por meio de nota. A reportagem do SBT News entrou em contato com a prefeitura e pediu um posicionamento em relação ao pedido de explicações do ministro Alexandre de Moraes, mas ainda não obteve resposta. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/sao-paulo-moraes-da-prazo-de-24-horas-para-ricardo-nunes-explicar-muro-da-prefeitura-na-cracolandia