Prefeitura de SP cria muro na Cracolândia e provoca debate sobre direitos humanos
Defensoria Pública pede que estrutura seja retirada. OUTRO LADO: gestão municipal afirma que ações na região reduziram em 73,14% número de usuários de drogas
S
SBT News
16/01/2025, 01:54 • Atualizado em 16/01/2025, 01:54
compartilhar
Prefeitura de São Paulo constrói muro e separa pedestres de usuários de drogas da Cracolândia | Foto: Reprodução
O muro construído pela Prefeitura de São Paulo em uma das ruas da região central de São Paulo, em local que concentra a Cracolândia, voltou a ser alvo de discussão nesta quarta-feira (15). Entidades de Direitos Humanos foram às redes sociais questionar a estrutura de 40 metros, construída de maio a junho de 2024, para substituir um gradil que já existia no local.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
A Defensoria Pública de São Paulo emitiu um ofício, nesta quarta-feira (15), recomendando que a Prefeitura retire os gradis, o muro e qualquer barreira física colocada para separar dependentes químicos das demais áreas.
“Além da substituição dos tapumes pelo muro, a prefeitura também fez melhorias no piso da área ocupada para as pessoas em situação de vulnerabilidade. Portanto, não são verdadeiras as afirmações de que a administração municipal atuou na região com outros interesses que não sejam a assistência e acolhimento às pessoas em vulnerabilidade na Cena Aberta de Uso”, informou a administração municipal por meio de nota.
Em junho de 2024, dias após a finalização da obra, a Defensoria Pública visitou o local e realizou um relatório sobre a área cercada. O órgão chamou a estrutura de "curral humano" e destacou que há "restrição permanente do direito de ir e vir das pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade social no território, seja pela colocação de gradis, seja pela expulsão das pessoas das ruas e espaços públicos".
A ONG "A Craco Resiste" afirmou, em rede social, que o muro foi erguido sem diálogo com os moradores e frequentadores da região central da cidade. O grupo de ativistas ainda fez denúncias de supostas coações de policiais, que teriam obrigado as pessoas em situação de rua a permanecerem na área cercada.
Dados apresentados pela Prefeitura de São Paulo apontam que, entre janeiro e dezembro de 2024, as intervenções realizadas no local reduziram em 73,14% o número de dependentes químicos na Cracolândia.
Prefeitura de SP cria muro na Cracolândia e provoca debate sobre direitos humanosDefensoria Pública pede que estrutura seja retirada. OUTRO LADO: gestão municipal afirma que ações na região reduziram em 73,14% número de usuários de drogasBrasil2025-01-16T01:54:01.084ZO muro construído pela Prefeitura de São Paulo em uma das ruas da região central de São Paulo, em local que concentra a Cracolândia, voltou a ser alvo de discussão nesta quarta-feira (15). Entidades de Direitos Humanos foram às redes sociais questionar a estrutura de 40 metros, construída de maio a junho de 2024, para substituir um gradil que já existia no local. A Defensoria Pública de São Paulo emitiu um ofício, nesta quarta-feira (15), recomendando que a Prefeitura retire os gradis, o muro e qualquer barreira física colocada para separar dependentes químicos das demais áreas. De acordo com a administração municipal, sob gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), . Ela enfatiza que não houve intenção de emparedar os usuários de droga, mas, sim, proteger as pessoas em situação de vulnerabilidade, moradores, pedestres e facilitar o trânsito de veículos na região. “Além da substituição dos tapumes pelo muro, a prefeitura também fez melhorias no piso da área ocupada para as pessoas em situação de vulnerabilidade. Portanto, não são verdadeiras as afirmações de que a administração municipal atuou na região com outros interesses que não sejam a assistência e acolhimento às pessoas em vulnerabilidade na Cena Aberta de Uso”, informou a administração municipal por meio de nota. Em junho de 2024, dias após a finalização da obra, a Defensoria Pública visitou o local e realizou um relatório sobre a área cercada. O órgão chamou a estrutura de "curral humano" e destacou que há "restrição permanente do direito de ir e vir das pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade social no território, seja pela colocação de gradis, seja pela expulsão das pessoas das ruas e espaços públicos". A ONG "A Craco Resiste" afirmou, em rede social, que o muro foi erguido sem diálogo com os moradores e frequentadores da região central da cidade. O grupo de ativistas ainda fez denúncias de supostas coações de policiais, que teriam obrigado as pessoas em situação de rua a permanecerem na área cercada. Dados apresentados pela Prefeitura de São Paulo apontam que, entre janeiro e dezembro de 2024, as intervenções realizadas no local reduziram em 73,14% o número de dependentes químicos na Cracolândia.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/muro-da-cracolandia-em-sao-paulo-gera-nova-polemica-e-provoca-debate-sobre-direitos-humanos