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Brasil

Projeto de lei propõe ampliação de multas para irregularidades no comércio de combustíveis

Valores podem chegar a R$ 500 milhões, no caso de infrações ambientais e adulteração de produtos

Imagem da noticia Projeto de lei propõe ampliação de multas para irregularidades no comércio de combustíveis
Projeto prevê multas que podem chegar a R$ 500 milhões para infrações ambientais e adulteração de produtos | Distribuição/Fernando Frazão/Agência Brasil
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Um projeto de lei (PL) apresentado pelo deputado Flávio Nogueira (PT-PI) pretende endurecer as penalidades para fraudes e descumprimento de regras na comercialização de combustíveis e biocombustíveis.

O PL 399/2025 altera a Lei nº 9.847/1999 e prevê multas que podem chegar a R$ 500 milhões para infrações ambientais e adulteração de produtos.

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Segundo a justifica do projeto, a lei tem como objetivo "aprimorar os mecanismos de fiscalização e penalização das infrações no setor de combustíveis, garantindo a qualidade dos produtos comercializados e o cumprimento das metas ambientais estabelecidas pela Política Nacional de Biocombustíveis - RenovaBio".

Entenda projeto

Se aprovada, a proposição eleva as multas para a comercialização de combustíveis fora das especificações técnicas. Atualmente, a Lei nº 9.847/1999 estipula valores entre R$ 20 mil e R$ 5 milhões para infrações como venda de combustíveis adulterados. Com a mudança, esse limite pode chegar a R$ 20 milhões.

Além disso, o projeto propõe penalidades mais severas para empresas que não cumprirem metas compulsórias de redução de emissões de gases do efeito estufa, incluindo a compra obrigatória de Créditos de Descarbonização (CBIOs). A multa pode variar entre R$ 100 mil e R$ 500 milhões.

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Outro ponto da proposta é o fortalecimento da fiscalização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), incluindo a implementação de "mecanismos de rastreabilidade na cadeia de distribuição" para aumentar o controle sobre a origem e a qualidade dos produtos.

"Com isso, o mercado de combustíveis tornar-se-á mais confiável e alinhado com os compromissos ambientais do Brasil", argumenta Nogueira.

O projeto segue em tramitação na Câmara dos Deputados e ainda precisa passar por comissões antes de ser votado em plenário.

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