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Por que o Brasil abre os discursos na Assembleia da ONU?

Tradição começou nos primeiros anos da organização e coloca o representante brasileiro antes dos demais países

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Naiara Ribeiro
As agências humanitárias da ONU dependem em grande parte de doações voluntárias de doadores ocidentais, principalmente dos EUA | Reuters

As agências humanitárias da ONU dependem em grande parte de doações voluntárias de doadores ocidentais, principalmente dos EUA | Reuters

Líderes de diferentes partes do mundo se reúnem em Nova York a partir desta terça-feira (22) para o Debate Geral da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). É neste momento que chefes de Estado e de governo sobem à tribuna para apresentar as posições de seus países sobre os principais assuntos da agenda internacional.

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Entre os 193 Estados-membros da ONU, o Brasil ocupa há décadas um lugar fixo nessa programação: é o primeiro país a discursar. Neste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será novamente o responsável por abrir a participação dos países. Será a décima vez que ele fará o discurso brasileiro na abertura do encontro.

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Essa posição não é definida por sorteio nem por ordem alfabética. A explicação vem dos primeiros anos da Assembleia Geral e de um costume que, depois de se repetir algumas vezes, acabou se tornando tradição.

Por que o Brasil fala primeiro?

Segundo o Serviço de Protocolo e Ligação da ONU, nos primeiros anos da Assembleia Geral, nenhum país parecia querer abrir os discursos. O Brasil ocupou esse espaço em diversas ocasiões e, com o tempo, o costume virou tradição.

Lula, porém, não será o primeiro a subir à tribuna nesta terça-feira. Antes dele, falam o secretário-geral da ONU, António Guterres, e o presidente da 81ª Assembleia Geral, Khalilur Rahman, ministro das Relações Exteriores de Bangladesh. Depois do brasileiro, será a vez do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Como sede da ONU, o país anfitrião tradicionalmente ocupa a segunda posição entre os Estados-membros.

A partir daí, não há uma sequência fixa. Para organizar os demais discursos, a ONU considera fatores como o cargo de quem representa cada país, o equilíbrio entre as diferentes regiões do mundo e o momento em que o pedido para falar foi registrado.

É durante o Debate Geral que esses representantes apresentam as posições de seus países sobre os principais assuntos internacionais. Apesar do nome, não há uma discussão direta entre os líderes: cada um faz seu próprio pronunciamento. A orientação é que as falas durem menos de 15 minutos, embora esse limite seja frequentemente ultrapassado.

Neste ano, o Debate Geral ocorre de 22 a 28 de setembro, dentro da 81ª sessão da Assembleia Geral, aberta no início do mês. É nesse encontro que Lula fará seu décimo discurso brasileiro de abertura, com temas como soberania, defesa da paz e multilateralismo entre os assuntos previstos para a fala.

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