MPF pede que voos de helicóptero no Rio ocorram sobre o mar
Ação quer direcionar passeios para a rota entre Barra da Tijuca e Arpoador após acidente que deixou quatro mortos no Rio
Antonio Souza, com informações do SBT Rio
Queda de helicóptero mata turistas colombianas no Rio. | Reprodução/SBT
O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal que os voos panorâmicos de helicóptero no Rio de Janeiroocorram prioritariamente sobre o mar. A medida foi apresentada após o acidente ocorrido no sábado (8), que deixou quatro mortos.
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A proposta prevê o direcionamento dos voos comerciais para a rota entre a Barra da Tijuca e o Arpoador. O objetivo é afastar o tráfego de helicópteros de áreas povoadas e reduzir os riscos para moradores e frequentadores da cidade.
O MPF também pediu o reforço da fiscalização por parte da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).
Segundo o procurador Sergio Suiama, há falhas no acompanhamento das operações e crescimento do setor de voos panorâmicos. O número de operadoras passou de uma para mais de 15 em um período de 10 anos.
A ação solicita que os órgãos responsáveis adotem medidas para ampliar o controle sobre as empresas, aeronaves e rotas utilizadas pelos helicópteros comerciais.
Órgãos terão 90 dias para apresentar plano
O MPF pediu que as instituições envolvidas apresentem, em até 90 dias, um plano conjunto de regulamentação para o transporte de passageiros por helicóptero no Rio de Janeiro.
A proposta deve estabelecer regras para a operação dos voos panorâmicos e mecanismos de fiscalização. O objetivo é organizar a atividade e reduzir a exposição da população aos riscos provocados pela concentração do tráfego aéreo em áreas urbanas.
O pedido não impede operações de emergência, segurança pública, defesa civil, salvamento, transporte aeromédico e outros serviços públicos.
MPF apura danos no Parque Nacional da Tijuca
Além da ação sobre a segurança dos voos, o MPF abriu uma apuração sobre os danos ambientais causados pela queda do helicóptero e pelo incêndio no Parque Nacional da Tijuca.
O acidente ocorreu durante um voo panorâmico e deixou quatro pessoas mortas. A investigação ambiental será conduzida separadamente das apurações destinadas a identificar as causas da queda da aeronave.
Para o MPF, o aumento da atividade exige medidas de controle que considerem a segurança da população e a preservação de áreas ambientalmente protegidas
Acidente matou três turistas colombianas
Um helicóptero caiu na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro, no último sábado (8)
Morreram no acidente o piloto Alessandro Rocha e três turistas colombianas da mesma família: Sofia Murillo, filha de 17 anos, Wendy Manrique, mãe de 37 anos, e Rocio Cubillos, avó de 59 anos.
O Corpo de Bombeiros foi acionado às 11h11 para atender à ocorrência. A aeronave, uma Robinson modelo R44, foi localizada por equipes do Grupamento de Operações Aéreas em uma área de mata de difícil acesso.
MPF pede que voos de helicóptero no Rio ocorram sobre o marAção quer direcionar passeios para a rota entre Barra da Tijuca e Arpoador após acidente que deixou quatro mortos no RioBrasil2026-08-12T22:52:01.215ZO Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal que os voos panorâmicos de helicóptero no Rio de Janeiro ocorram prioritariamente sobre o mar. A medida foi apresentada após o acidente ocorrido no sábado (8), que deixou quatro mortos. A proposta prevê o direcionamento dos voos comerciais para a rota entre a Barra da Tijuca e o Arpoador. O objetivo é afastar o tráfego de helicópteros de áreas povoadas e reduzir os riscos para moradores e frequentadores da cidade. O MPF também pediu o reforço da fiscalização por parte da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Segundo o procurador Sergio Suiama, há falhas no acompanhamento das operações e crescimento do setor de voos panorâmicos. O número de operadoras passou de uma para mais de 15 em um período de 10 anos. A ação solicita que os órgãos responsáveis adotem medidas para ampliar o controle sobre as empresas, aeronaves e rotas utilizadas pelos helicópteros comerciais. Órgãos terão 90 dias para apresentar plano O MPF pediu que as instituições envolvidas apresentem, em até 90 dias, um plano conjunto de regulamentação para o transporte de passageiros por helicóptero no Rio de Janeiro. A proposta deve estabelecer regras para a operação dos voos panorâmicos e mecanismos de fiscalização. O objetivo é organizar a atividade e reduzir a exposição da população aos riscos provocados pela concentração do tráfego aéreo em áreas urbanas. O pedido não impede operações de emergência, segurança pública, defesa civil, salvamento, transporte aeromédico e outros serviços públicos. MPF apura danos no Parque Nacional da Tijuca Além da ação sobre a segurança dos voos, o MPF abriu uma apuração sobre os danos ambientais causados pela queda do helicóptero e pelo incêndio no Parque Nacional da Tijuca. O acidente ocorreu durante um voo panorâmico e deixou quatro pessoas mortas. A investigação ambiental será conduzida separadamente das apurações destinadas a identificar as causas da queda da aeronave. Para o MPF, o aumento da atividade exige medidas de controle que considerem a segurança da população e a preservação de áreas ambientalmente protegidas Acidente matou três turistas colombianas Um helicóptero caiu na região da Vista Chinesa, no Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro, no último sábado (8) Morreram no acidente o piloto Alessandro Rocha e três turistas colombianas da mesma família: Sofia Murillo, filha de 17 anos, Wendy Manrique, mãe de 37 anos, e Rocio Cubillos, avó de 59 anos. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 11h11 para atender à ocorrência. A aeronave, uma Robinson modelo R44, foi localizada por equipes do Grupamento de Operações Aéreas em uma área de mata de difícil acesso.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/mpf-pede-que-voos-de-helicoptero-no-rio-ocorram-sobre-o-mar