Ebola: OMS alerta para avanço de surto no RD Congo
Tedros afirmou que a maioria dos casos e mortes está concentrada em Ituri, onde há transmissão sustentada do vírus Ebola
Reuters
O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Dr. Tedros Ghebreyesus em coletiva nesta quarta-feira (12) | Foto: Reuters
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para o avanço do surto do vírus Ebola na República Democrática do Congo (RDC). Segundo o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, “já é a segunda maior epidemia de Ebola registrada e está se espalhando mais rapidamente do que qualquer surto anterior da doença”.
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O diretor-geral afirmou que o surto teve uma vantagem inicial e que as autoridades ainda tentam acompanhar o ritmo da disseminação. Tedros demonstrou preocupação com a quantidade de mortes registradas nas comunidades, fora das unidades de tratamento e das listas de contatos conhecidos.
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Segundo ele, a situação indica a existência de cadeias de transmissão ainda não identificadas.
“O mais preocupante é que vemos uma alta proporção de mortes nas comunidades, em vez de nas unidades de tratamento, e fora das listas de contatos conhecidos. Isso nos indica que existem cadeias de transmissão que desconhecemos e, enquanto não conhecermos e interrompermos cada uma delas, não conseguiremos conter o surto.”
Sob a liderança do governo, a resposta ao surto está sendo ampliada, com foco principal na interrupção da transmissão. Entre as medidas estão o mapeamento e a união de recursos para fortalecer a vigilância comunitária.
O objetivo é encaminhar todos os casos suspeitos para tratamento e elevar o rastreamento de contatos para 95%, percentual considerado necessário pela OMS para interromper a transmissão. Atualmente, o índice está em torno de 80%.
A capacidade de tratamento também está sendo triplicada, com a meta de alcançar 3 mil leitos em 12 semanas. Centros de tratamento, equipes de sepultamento seguro, laboratórios e ações de engajamento comunitário já atuam nas províncias afetadas.
Tedros informou que 886 pacientes se recuperaram até o momento, mesmo sem terapias e vacinas aprovadas contra a doença causada pelo vírus Bundibugyo.
Duas vacinas desenvolvidas especificamente contra o vírus entraram, pela primeira vez, na fase 1 de testes de segurança em humanos. A OMS recomendou a inclusão de uma delas em um ensaio clínico de fase 3, mas ressaltou que ainda não é possível afirmar se a vacina é eficaz contra a doença em humanos.
O ensaio clínico PARTNERS, patrocinado pela OMS, já alcançou a marca de 100 pacientes. Segundo Tedros, o estudo mostra que é possível mobilizar pesquisas de forma rápida e responsável durante um surto.
A cientista-chefe da OMS, Sylvie Briand, afirmou que não foram observadas mutações no vírus até o momento. Para ela, o avanço do surto é mais bem explicado pelo contexto de conflito, pela mobilidade da população, pelas dificuldades no terreno e pelas condições socioeconômicas da região.
Ebola: OMS alerta para avanço de surto no RD CongoTedros afirmou que a maioria dos casos e mortes está concentrada em Ituri, onde há transmissão sustentada do vírus EbolaMundo2026-08-12T22:11:22.025ZA Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para o avanço do surto do vírus Ebola na República Democrática do Congo (RDC). Segundo o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, “já é a segunda maior epidemia de Ebola registrada e está se espalhando mais rapidamente do que qualquer surto anterior da doença”. O diretor-geral afirmou que o surto teve uma vantagem inicial e que as autoridades ainda tentam acompanhar o ritmo da disseminação. Tedros demonstrou preocupação com a quantidade de mortes registradas nas comunidades, fora das unidades de tratamento e das listas de contatos conhecidos. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Segundo ele, a situação indica a existência de cadeias de transmissão ainda não identificadas. “O mais preocupante é que vemos uma alta proporção de mortes nas comunidades, em vez de nas unidades de tratamento, e fora das listas de contatos conhecidos. Isso nos indica que existem cadeias de transmissão que desconhecemos e, enquanto não conhecermos e interrompermos cada uma delas, não conseguiremos conter o surto.” Sob a liderança do governo, a resposta ao surto está sendo ampliada, com foco principal na interrupção da transmissão. Entre as medidas estão o mapeamento e a união de recursos para fortalecer a vigilância comunitária. O objetivo é encaminhar todos os casos suspeitos para tratamento e elevar o rastreamento de contatos para 95%, percentual considerado necessário pela OMS para interromper a transmissão. Atualmente, o índice está em torno de 80%. A capacidade de tratamento também está sendo triplicada, com a meta de alcançar 3 mil leitos em 12 semanas. Centros de tratamento, equipes de sepultamento seguro, laboratórios e ações de engajamento comunitário já atuam nas províncias afetadas. + Vacinas e tratamentos ainda estão em testes Tedros informou que 886 pacientes se recuperaram até o momento, mesmo sem terapias e vacinas aprovadas contra a doença causada pelo vírus Bundibugyo. Duas vacinas desenvolvidas especificamente contra o vírus entraram, pela primeira vez, na fase 1 de testes de segurança em humanos. A OMS recomendou a inclusão de uma delas em um ensaio clínico de fase 3, mas ressaltou que ainda não é possível afirmar se a vacina é eficaz contra a doença em humanos. O ensaio clínico PARTNERS, patrocinado pela OMS, já alcançou a marca de 100 pacientes. Segundo Tedros, o estudo mostra que é possível mobilizar pesquisas de forma rápida e responsável durante um surto. A cientista-chefe da OMS, Sylvie Briand, afirmou que não foram observadas mutações no vírus até o momento. Para ela, o avanço do surto é mais bem explicado pelo contexto de conflito, pela mobilidade da população, pelas dificuldades no terreno e pelas condições socioeconômicas da região. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/ebola-oms-alerta-para-avanco-de-surto-no-rd-congo