Abstenção é criticada por brasileiros no debate digital
Levantamento da Palver mostra que a descrença na política representa um dos fatores que explica o número recorde de ausentes desde a eleição de 1998.
Soane Guerreiro
Abstenção é criticada por brasileiros no debate digital | Valter Campanato/Agência Brasil
A abstenção recorde no primeiro turno das eleições, de 33 milhões de eleitores, chamou a atenção não só dos candidatos na corrida presidencial como também engajou o debate digital.
Levantamento da Palver mostra que o tema registrou um pico de 358 menções por 100 mil mensagens nas Redes e 91 por 100 mil na mensageria pós-eleição, em 5 de outubro.
O assunto ganhou ainda mais relevância política devido a diferença entre os dois candidatos presidenciais na disputa, que foi de pouco mais de 2 milhões e 200 mil votos no 1° turno, número bem inferior ao contingente de ausentes, o que torna o comparecimento uma variável importante para o resultado de 25 de outubro.
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Segundo relatório da Palver, o posicionamento predominante nas redes sociais foi de críticas à abstenção: 62% se manifestaram de forma contrária e 38% apoiam ou justificam a atitude. Já na mensageria, 73% foram contrários e 27% favoráveis.
Os dados mostram ainda que o consenso critico é mais intenso na mensageria, que incluem grupos do WhatsApp e Telegram, onde predomina o tom de mobilização. Nas redes, houve mais espaço para a defesa do voto de protesto.
No ambiente digital, tanto a decisao pela abstenção, quanto pelo voto nulo e branco aparecem como forma de protesto contra a polarização entre petistas e bolsonaristas, a crise no Supremo Tribunal Federal, a ausência ou cancelamento de debates presidenciais e a falta de alternativas entre os candidatos à Presidência da República.
Eleitores afirmam recusar tanto Lula quanto Flávio e defendem que votar em um dos candidatos seria legitimar o sistema.
Diante disso, a tentativa de diminuir os índices de abstenção vai exigir das campanhas diferentes estratégias específicas na busca por esse eleitorado.
Abstenção é criticada por brasileiros no debate digitalLevantamento da Palver mostra que a descrença na política representa um dos fatores que explica o número recorde de ausentes desde a eleição de 1998.Política2026-10-06T19:26:24.454ZA abstenção recorde no primeiro turno das eleições, de 33 milhões de eleitores, chamou a atenção não só dos candidatos na corrida presidencial como também engajou o debate digital. Levantamento da Palver mostra que o tema registrou um pico de 358 menções por 100 mil mensagens nas Redes e 91 por 100 mil na mensageria pós-eleição, em 5 de outubro. O assunto ganhou ainda mais relevância política devido a diferença entre os dois candidatos presidenciais na disputa, que foi de pouco mais de 2 milhões e 200 mil votos no 1° turno, número bem inferior ao contingente de ausentes, o que torna o comparecimento uma variável importante para o resultado de 25 de outubro. Segundo relatório da Palver, o posicionamento predominante nas redes sociais foi de críticas à abstenção: 62% se manifestaram de forma contrária e 38% apoiam ou justificam a atitude. Já na mensageria, 73% foram contrários e 27% favoráveis. Os dados mostram ainda que o consenso critico é mais intenso na mensageria, que incluem grupos do WhatsApp e Telegram, onde predomina o tom de mobilização. Nas redes, houve mais espaço para a defesa do voto de protesto. No ambiente digital, tanto a decisao pela abstenção, quanto pelo voto nulo e branco aparecem como forma de protesto contra a polarização entre petistas e bolsonaristas, a crise no Supremo Tribunal Federal, a ausência ou cancelamento de debates presidenciais e a falta de alternativas entre os candidatos à Presidência da República. Eleitores afirmam recusar tanto Lula quanto Flávio e defendem que votar em um dos candidatos seria legitimar o sistema. Diante disso, a tentativa de diminuir os índices de abstenção vai exigir das campanhas diferentes estratégias específicas na busca por esse eleitorado. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/abstencao-e-criticada-por-maioria-dos-brasileiros-no-debate-digital
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