Brasil

Moradores da Favela do Moinho fazem nova manifestação contra demolição de casas

Policiais estão no local e tentam conter os manifestantes nesta terça-feira (13)

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Giovanna Tuneli
13/05/2025, 16:10 • Atualizado em 13/05/2025, 22:09
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Moradores da Favela do Moinho, no bairro de Campos Elíseos, região central de São Paulo, realizam um novo protesto na manhã desta terça-feira (13). Equipes da Polícia Militar (PM) acompanham a manifestação e foram atacados com objetos, incluindo pedras. No início da tarde, populares atearam fogo na linha de trem e paralisam a circulação das composições na Linha 8-Diamante, entre as estações Júlio Prestes e Barra Funda.

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Cerca de 20 pessoas participam do ato, pelo segundo dia consecutivo, de acordo com informações da PM. As manifestações ocorrem em resposta à demolição e às desocupações de casas na comunidade, atendendo a determinação do governo do Estado.

Segundo o Corpo de Bombeiros, houve acionamento para uma ocorrência de princípio de incêndio por volta das 11h25. Duas viaturas da corporação controlaram o fogo. Por volta das 12h30, o jornalismo do SBT mostrou ao vivo manifestantes ateando fogo na linha férrea.

Durante a ocorrência, uma mulher de 64 anos precisou ser socorrida após inalar fumaça. Moradores afirmam que foram feridos com balas de borracha durante o confronto com os policiais. Bombas de efeito moral também foram usadas por agentes para tentar conter a manifestação.

Na parte da tarde, as manifestações foram suspensas após um ouvidor da PM, acompanhado por um capitão, recolher as reivindicações dos moradores para encaminhá-las à Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU).

O que diz o governo

Em nota, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos afirmou que não compactua com o uso de força policial contra a população e criticou a condução da retirada de moradores da favela do Moinho, em São Paulo. Diante da atuação do governo estadual, o ministério anunciou que vai solicitar a suspensão do processo de cessão da área ao Estado.

Segundo o governo federal, desde o início das tratativas em 2024, a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) deixou claro que a transferência do terreno estava condicionada a um processo de desocupação negociado com a comunidade e conduzido de forma transparente.

O SBT News procurou o governo estadual, que, até a última atualização desta reportagem, não se pronunciou sobre o caso.

Protesto na segunda-feira (12)

A circulação de trens metropolitanos da cidade de São Paulo foi parcialmente interrompida por causa da manifestação, que acontece na região central paulista. Populares atearam fogo em entulhos, bloqueando linhas férreas. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), uma sala de gerenciamento foi montada, para monitoramento do protesto em tempo real.

De acordo com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), a paralisação durou aproximadamente uma hora e afetou os trens das Linhas 7-Rubi e 10-Turquesa, que ficaram contidos entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Luz.

A demolição

A Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), órgão estadual, afirma que aproximadamente 800 famílias vivem de forma insegura no local, às margens de estações de trem e fios de alta tensão, que podem provocar incêndios.

Em nota, a CDHU declarou que o projeto quer realocar os moradores da favela, ou seja, redirecioná-los para residências seguras. De acordo com o órgão, desde o início das intervenções, 752 famílias aderiram ao processo, com 599 habilitados para receber as novas unidades habitacionais.

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