15/07/2026, 22:34 • Atualizado em 15/07/2026, 22:34
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O ex-embaixador do Brasil, Rubens Barbosa, afirmou ao SBT News que os Estados Unidos podem adotar novas medidas contra o Brasil além do tarifaço, dentro da estratégia geopolítica do governo de Donald Trump para ampliar sua influência na América Latina. Segundo ele, o país tem ficado de fora de iniciativas defendidas por Washington, o que tende a aumentar os atritos entre os dois governos.
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Na avaliação de Barbosa, o Brasil "tem se recusado a participar de todas as iniciativas americanas", o que inclui propostas na área de segurança, mineração estratégica e outros temas considerados prioritários pelos Estados Unidos.
"O Brasil tem se recusado a participar de todas as iniciativas americanas. Essa questão do PCC e do Comando Vermelho como organização terrorista entra dentro da ideia americana do escudo para as Américas, defesa contra essas organizações que eles consideram terroristas. O Brasil está fora", afirmou em entrevista ao Poder Expresso.
Ele também citou outras frentes em que, segundo sua avaliação, oBrasil não acompanha os interesses americanos. "O Brasil está fora também de um acordo para a utilização dos minérios estratégicos. O Brasil tem o Pix que é independente dessas regulamentações, dessas cartas americanas."
Apesar disso, Barbosa afirmou que a economia brasileira tem reduzido sua dependência do mercado americano. Segundo ele, os Estados Unidos já representam menos de 10% das exportações brasileiras, enquanto o Brasil amplia acordos comerciais com outros parceiros.
"O Brasil tem uma infraestrutura muito mais sólida, muito mais diversificada, que não depende dos americanos", afirmou. Ele destacou ainda que o governo brasileiro "está com uma política muito acertada de diversificação de mercados", citando negociações com a União Europeia, EFTA, Canadá, Indonésia e Vietnã.
Na visão do diplomata, essa estratégia de diversificação pode ser interpretada pelos Estados Unidos como um desafio à política de influência regional de Washington. "Isso vai ser visto pelos americanos como uma confrontação a essa ideia de área de influência deles aqui na região."
O ex-embaixador também avaliou que o governo brasileiro enfrenta dificuldades por não manter canais diretos de diálogo com a administração Trump. "Nós não temos canais de comunicação entre o Palácio do Planalto e a Casa Branca, entre o Itamaraty e o Departamento de Estado", pontuou.
"O governo conversou respondendo as investigações que foram apresentadas. Eram seis pontos e o Brasil respondeu, mas isso não tem nenhum efeito. Alguns países europeus resolveram nem ir a Washington responder, porque eles sabiam que isso era carta marcada do ponto de vista da administração americana", disse, opinando que a decisão dos EUA é política.
Sobre uma eventual resposta brasileira às tarifas, Barbosa afirmou ser contrário à aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica. Em sua avaliação, uma retaliação poderia desencadear uma guerra comercial que o Brasil "não tem força para retaliar e depois ser contraretaliado". Em vez disso, defendeu que o país siga negociando para reduzir as tarifas e ampliar as exceções ao longo dos próximos meses.
Brasil pode sofrer novas medidas dos EUA, diz ex-embaixadorSegundo Rubens Barbosa, o país deve continuar na mira de Washington por manter uma política externa autônoma e não aderir às iniciativas de TrumpBrasil2026-07-15T22:34:58.768ZO ex-embaixador do Brasil, Rubens Barbosa, afirmou ao SBT News que os Estados Unidos podem adotar novas medidas contra o Brasil , dentro da estratégia geopolítica do governo de Donald Trump para ampliar sua influência na América Latina. Segundo ele, o país tem ficado de fora de iniciativas defendidas por Washington, o que tende a aumentar os atritos entre os dois governos. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Na avaliação de Barbosa, o Brasil "tem se recusado a participar de todas as iniciativas americanas", o que inclui propostas na área de segurança, mineração estratégica e outros temas considerados prioritários pelos Estados Unidos. "O Brasil tem se recusado a participar de todas as iniciativas americanas. Essa questão do PCC e do Comando Vermelho como organização terrorista entra dentro da ideia americana do escudo para as Américas, defesa contra essas organizações que eles consideram terroristas. O Brasil está fora", afirmou em entrevista ao Poder Expresso. Ele também citou outras frentes em que, segundo sua avaliação, o . "O Brasil está fora também de um acordo para a utilização dos minérios estratégicos. O Brasil tem o Pix que é independente dessas regulamentações, dessas cartas americanas." Diversificação de mercado Apesar disso, Barbosa afirmou que a economia brasileira tem reduzido sua dependência do mercado americano. Segundo ele, os Estados Unidos já representam menos de 10% das exportações brasileiras, enquanto o Brasil amplia acordos comerciais com outros parceiros. "O Brasil tem uma infraestrutura muito mais sólida, muito mais diversificada, que não depende dos americanos", afirmou. Ele destacou ainda que o governo brasileiro "está com uma política muito acertada de diversificação de mercados", citando negociações com a União Europeia, EFTA, Canadá, Indonésia e Vietnã. Na visão do diplomata, essa estratégia de diversificação pode ser interpretada pelos Estados Unidos como um desafio à política de influência regional de Washington. "Isso vai ser visto pelos americanos como uma confrontação a essa ideia de área de influência deles aqui na região." Flávio nos EUA não teve efeito, avalia Barbosa Ao analisar a , Barbosa disse que a viagem não teve impacto sobre a decisão americana das tarifas. Para ele, "foi um gesto de política interna que não teve nenhum efeito" sobre a investigação comercial conduzida por Washington. O ex-embaixador também avaliou que o governo brasileiro enfrenta dificuldades por não manter canais diretos de diálogo com a administração Trump. "Nós não temos canais de comunicação entre o Palácio do Planalto e a Casa Branca, entre o Itamaraty e o Departamento de Estado", pontuou. "O governo conversou respondendo as investigações que foram apresentadas. Eram seis pontos e o Brasil respondeu, mas isso não tem nenhum efeito. Alguns países europeus resolveram nem ir a Washington responder, porque eles sabiam que isso era carta marcada do ponto de vista da administração americana", disse, opinando que a decisão dos EUA é política. Sobre uma eventual resposta brasileira às tarifas, Barbosa afirmou ser contrário à aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica. Em sua avaliação, uma retaliação poderia desencadear uma guerra comercial que o Brasil "não tem força para retaliar e depois ser contraretaliado". Em vez disso, defendeu que o país siga negociando para reduzir as tarifas e ampliar as exceções ao longo dos próximos meses.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/brasil-pode-sofrer-novas-medidas-dos-eua-diz-ex-embaixador
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