Endividamento estabiliza em 81,6% após cinco meses de alta
Em junho, 81,6% das famílias do país tinham dívidas, mostra levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC)
A
Artur Maldaner
15/07/2026, 20:43 • Atualizado em 15/07/2026, 20:43
compartilhar
José Cruz/Agência Brasil
Após cinco meses consecutivos de crescimento, a porcentagem de famílias endividadas no país estabilizou, marcando 81,6% em junho. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da Confederação Nacional do Comércio (CNC), divulgada nesta terça (14).
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.
Além da taxa de endividados, que permaneceu a mesma entre maio e junho, a porcentagem de consumidores inadimplentes também estabilizou em 29,9%. Enquanto isso, os consumidores que não terão condições de pagar suas dívidas caiu em 0,1% no mesmo período, marcando 12,2%.
Em junho de 2025, cerca de 78,4% das famílias entrevistadas estavam endividadas, enquanto 29,5% eram inadimplentes. Ou seja, em um ano a dívida cresceu em 3,2 pontos percentuais e a inadimplência cresceu em 0,4 p.p.
A análise da CNC observa a percepção das famílias que possuem dívidas por cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal e financiamentos. Ou seja, o indicado expressa a percepção dos consumidores sobre a própria condição financeira.
Entre as famílias escutadas em junho, 17,2% se consideram muito endividadas. Em maio eram 17%. No entanto, o relatório da CNC aponta que a porcentagem de consumidores que se consideram pouco endividados também cresceu, indicando uma “composição mais favorável do endividamento”.
Em maio, eram 33,3% das famílias que possuíam poucas dívidas, e, em junho, eram 34,2%, um crescimento de 0,9 pontos percentuais.
“Ao analisar dados por faixa de renda, observa-se que a estabilidade do endividamento decorreu do equilíbrio entre o avanço das famílias com renda entre três e cinco salários mínimos, enquanto as que possuem entre cinco e dez salários recuaram”, disse a CNC.
No mês de junho, as famílias com renda entre R$ 4.863,00 e R$ 8.105,00 (três a cinco salários) tiveram um aumento de 0,6% no endividamento, atingindo uma taxa de 83,7%. Já as famílias com renda entre R$ 8.105,00 e R$ 16.210,00 (cinco a dez salários) ficaram 1,3% menos endividadas em junho. Atualmente, 78,3% dessa parcelo possui dívidas.
A inadimplência também seguiu a mesma tendência. As famílias com renda entre três e cinco salários, que não conseguiram pagar suas dívidas, aumentaram em 0,4%, atingindo 28,4% no total. Enquanto isso, as famílias com cinco a dez salários foram 0,9% menos inadimplentes, atingindo um total de 22,6%.
Endividamento estabiliza em 81,6% após cinco meses de altaEm junho, 81,6% das famílias do país tinham dívidas, mostra levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC)Economia2026-07-15T20:43:58.268ZApós cinco meses consecutivos de crescimento, a porcentagem de famílias endividadas no país estabilizou, marcando 81,6% em junho. Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor, da Confederação Nacional do Comércio (CNC), divulgada nesta terça (14). 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Além da taxa de endividados, que permaneceu a mesma entre maio e junho, a porcentagem de consumidores inadimplentes também estabilizou em 29,9%. Enquanto isso, os consumidores que não terão condições de pagar suas dívidas caiu em 0,1% no mesmo período, marcando 12,2%. Em junho de 2025, cerca de 78,4% das famílias entrevistadas estavam endividadas, enquanto 29,5% eram inadimplentes. Ou seja, em um ano a dívida cresceu em 3,2 pontos percentuais e a inadimplência cresceu em 0,4 p.p. A análise da CNC observa a percepção das famílias que possuem dívidas por cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal e financiamentos. Ou seja, o indicado expressa a percepção dos consumidores sobre a própria condição financeira. Entre as famílias escutadas em junho, 17,2% se consideram muito endividadas. Em maio eram 17%. No entanto, o relatório da CNC aponta que a porcentagem de consumidores que se consideram pouco endividados também cresceu, indicando uma “composição mais favorável do endividamento”. Em maio, eram 33,3% das famílias que possuíam poucas dívidas, e, em junho, eram 34,2%, um crescimento de 0,9 pontos percentuais. “Ao analisar dados por faixa de renda, observa-se que a estabilidade do endividamento decorreu do equilíbrio entre o avanço das famílias com renda entre três e cinco salários mínimos, enquanto as que possuem entre cinco e dez salários recuaram”, disse a CNC. No mês de junho, as famílias com renda entre R$ 4.863,00 e R$ 8.105,00 (três a cinco salários) tiveram um aumento de 0,6% no endividamento, atingindo uma taxa de 83,7%. Já as famílias com renda entre R$ 8.105,00 e R$ 16.210,00 (cinco a dez salários) ficaram 1,3% menos endividadas em junho. Atualmente, 78,3% dessa parcelo possui dívidas. A inadimplência também seguiu a mesma tendência. As famílias com renda entre três e cinco salários, que não conseguiram pagar suas dívidas, aumentaram em 0,4%, atingindo 28,4% no total. Enquanto isso, as famílias com cinco a dez salários foram 0,9% menos inadimplentes, atingindo um total de 22,6%. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/endividamento-estabiliza-em-81-6-apos-cinco-meses-de-alta
Ataque da Rússia deixa mortos e feridos na Ucrânia
Bombardeio atingiu prédios residenciais e veículos; imagens mostram o desespero de moradores enquanto equipes de resgate atuam na retirada de escombros
Guardian diz que Trump trata autonomia do Brasil como ofensa
Editorial do jornal britânico afirma que presidente dos EUA trata a soberania brasileira como barreira comercial e critica apoio do bolsonarismo à pressão