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A denúncia foi recebida pela Justiça na terça-feira (9), e o MPSC pede a condenação da mulher pelos crimes de estelionato e falsa identidade após enganar um casal.
Segundo o Ministério Público, a mulher criou a identidade falsa de "Gabriele Ferreira dos Santos" e se apresentou como uma criança de 12 anosem situação de vulnerabilidade.
Com a história, ela teria conquistado a confiança de um casal, que passou a custear integralmente sua subsistência. Entre os gastos assumidos pelas vítimas estariam moradia, alimentação, transporte, comemorações de aniversário e até medicamentos de alto custo para emagrecimento.
O que alega o Ministério Público?
A promotora de Justiça Viviane Soares, responsável pelo caso, afirmou que os elementos reunidos pela investigação indicam um esquema estruturado de fraude.
"Os elementos colhidos indicam um esquema elaborado de fraude, com a criação de uma identidade fictícia e a manipulação emocional das vítimas para obtenção de vantagens indevidas, o que demanda a devida responsabilização criminal", declarou.
Ainda segundo o MPSC, a suspeita relatava supostos episódios de abusos, maus-tratos familiares e exploração para sensibilizar as vítimas.
Para tornar a fraude mais convincente, ela teria adotado comportamentos compatíveis com a identidade fictícia, incluindo fala infantilizada, uso de objetos ligados ao universo infantil e simulação de crises emocionais.
Para o MPSC, essas estratégias ajudaram a sustentar a falsa identidade ao longo de mais de um ano.
Relembre o caso
Uma mulher de 37 anos foi presa na terça-feira (2) suspeita de fingir ter 12 anos e simular transtornos para enganar pessoas em Joinville, no norte de Santa Catarina. A prisão ocorreu no bairro Pirabeiraba, onde ela morava há aproximadamente 14 meses.
De acordo com a Polícia Civil, a suspeita usava um nome falso de “Gabriele” e se apresentava como uma adolescente. Segundo o delegado Rodrigo Bueno Gusso, no período em que esteve na região, ela teria ganhado a confiança de uma família, da comunidade e de uma igreja.
Para sustentar o disfarce, a mulher afirmava ter Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições clínicas. Além disso, ela alegava que sua aparência física seria consequência da utilização forçada de hormônios durante a infância.
A Polícia Civil identificou que a mulher adotava comportamentos infantilizados, utilizando mamadeiras, chupetas e um “cheirinho” para dormir. Ela já teria praticado o mesmo crime em pelo menos outros cinco Estados.
Durante o interrogatório, a mulher confessou o crime e foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville. Ela deve responder por estelionato e falsa identidade.
Polícia aponta histórico de golpes em outros estados
As investigações revelaram ainda que a suspeita já teria aplicado golpes semelhantes em diferentes regiões do país. Há registros de ocorrências envolvendo a mulher nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás, diz a Polícia Civil.
Durante o interrogatório, ela confessou integralmente os fatos investigados. Agora, além do andamento do processo criminal, a avaliação de sanidade mental poderá auxiliar a Justiça na análise das circunstâncias do caso e na definição dos próximos passos do processo.
Ministério Público denuncia mulher que fingia ter 12 anosSegundo o MP de Santa Catarina, a suspeita criava identidade falsa para enganar um casal e obter vantagens financeirasBrasil2026-06-09T23:41:36.560ZO Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou a. A denúncia foi recebida pela Justiça na terça-feira (9), e o MPSC pede a condenação da mulher pelos crimes de estelionato e falsa identidade após enganar um casal. + Segundo o Ministério Público, a mulher criou a identidade falsa de "Gabriele Ferreira dos Santos" e se apresentou como uma criança de 12 anos em situação de vulnerabilidade. + Com a história, ela teria conquistado a confiança de um casal, que passou a custear integralmente sua subsistência. Entre os gastos assumidos pelas vítimas estariam moradia, alimentação, transporte, comemorações de aniversário e até medicamentos de alto custo para emagrecimento. O que alega o Ministério Público? A promotora de Justiça Viviane Soares, responsável pelo caso, afirmou que os elementos reunidos pela investigação indicam um esquema estruturado de fraude. "Os elementos colhidos indicam um esquema elaborado de fraude, com a criação de uma identidade fictícia e a manipulação emocional das vítimas para obtenção de vantagens indevidas, o que demanda a devida responsabilização criminal", declarou. Ainda segundo o MPSC, a suspeita relatava supostos episódios de abusos, maus-tratos familiares e exploração para sensibilizar as vítimas. Para tornar a fraude mais convincente, ela teria adotado comportamentos compatíveis com a identidade fictícia, incluindo fala infantilizada, uso de objetos ligados ao universo infantil e simulação de crises emocionais. Para o MPSC, essas estratégias ajudaram a sustentar a falsa identidade ao longo de mais de um ano. Relembre o caso Uma mulher de 37 anos foi presa na terça-feira (2) suspeita de fingir ter 12 anos e simular transtornos para enganar pessoas em Joinville, no norte de Santa Catarina. A prisão ocorreu no bairro Pirabeiraba, onde ela morava há aproximadamente 14 meses. De acordo com a Polícia Civil, a suspeita usava um nome falso de “Gabriele” e se apresentava como uma adolescente. Segundo o delegado Rodrigo Bueno Gusso, no período em que esteve na região, ela teria ganhado a confiança de uma família, da comunidade e de uma igreja. Para sustentar o disfarce, a mulher afirmava ter Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições clínicas. Além disso, ela alegava que sua aparência física seria consequência da utilização forçada de hormônios durante a infância. A Polícia Civil identificou que a mulher adotava comportamentos infantilizados, utilizando mamadeiras, chupetas e um “cheirinho” para dormir. Ela já teria praticado o mesmo crime em pelo menos outros cinco Estados. Durante o interrogatório, a mulher confessou o crime e foi encaminhada ao Presídio Regional de Joinville. Ela deve responder por estelionato e falsa identidade. Polícia aponta histórico de golpes em outros estados As investigações revelaram ainda que a suspeita já teria aplicado golpes semelhantes em diferentes regiões do país. Há registros de ocorrências envolvendo a mulher nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás, diz a Polícia Civil. Durante o interrogatório, ela confessou integralmente os fatos investigados. Agora, além do andamento do processo criminal, a avaliação de sanidade mental poderá auxiliar a Justiça na análise das circunstâncias do caso e na definição dos próximos passos do processo. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/ministerio-publico-denuncia-mulher-que-fingia-ter-12-anos