Testemunhas depõem no caso de mulher que fingiu ter 12 anos
Acusada de estelionato e falsa identidade, mulher teria vivido por 14 meses como filha adotiva da família
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Camilly Rosaboni, SCC10
Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, responde por estelionato e falsa identidade | Divulgação
Testemunhas do caso de Amanda Maria Souza de Oliveira, acusada de fingir ter 12 anos para ser acolhida por uma família em Joinville, no Norte de Santa Catarina, serão ouvidas pela Justiça em audiência nesta quarta-feira (19), às 18h. A informação foi confirmada ao SCC10.
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Em entrevista ao jornal The Washington Post Amanda admitiu ter fingido ser uma criança de 12 anos por 15 anos. “É claro que enganei as pessoas, menti”, afirmou, segundo a polícia. “Mas não tinha intenção de aplicar um golpe em ninguém.”
O caso ganhou repercussão no Brasil e levou a mulher a responder a acusações de fraude e falsidade ideológica em Santa Catarina, além de uma denúncia por fraude no Paraná.
A defesa sustenta que ela não teria causado prejuízo financeiro às pessoas que a acolheram e afirma que a identidade falsa foi uma forma encontrada para sobreviver.
“Foi a maneira que encontrou para sobreviver. Mas ela tem sido uma pessoa vulnerável por mais de 20 anos. Ela viveu nas ruas e não houve nenhuma alegação de que tenha obtido qualquer vantagem financeira, ou cometido roubo ou furto, o que, em teoria, significa que os elementos da fraude não foram comprovados", disse o advogado Lúcio Sousa.
Relembre o caso
De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Amanda se apresentava como “Gabriele Ferreira dos Santos” e dizia ter 12 anos. Segundo a denúncia, ela teria procurado uma igreja e afirmado ao pastor que sofria maus-tratos.
Sem documentos e apresentada como adolescente, ela foi acolhida pela comunidade religiosa e recebeu ajuda financeira. Posteriormente, passou a morar com uma família em Joinville.
Ainda segundo a denúncia, Amanda teria usado uma fala infantilizada, objetos associados à infância e simulado crises emocionais para sustentar a identidade de adolescente. Ela também teria afirmado ter autismo e outras condições de saúde.
A investigação aponta ainda que a mulher relatava ter sofrido abusos e dizia que algumas características físicas eram consequência do uso forçado de hormônios durante a infância.
A família chegou a organizar uma comemoração para o suposto aniversário de 12 anos e preparou um quarto para Amanda. Segundo o MPSC, os familiares também teriam fornecido medicamentos de alto custo para emagrecimento.
Testemunhas depõem no caso de mulher que fingiu ter 12 anosAcusada de estelionato e falsa identidade, mulher teria vivido por 14 meses como filha adotiva da famíliaBrasil2026-08-19T12:07:13.276ZTestemunhas do caso de Amanda Maria Souza de Oliveira, acusada de fingir ter 12 anos para ser acolhida por uma família em Joinville, no Norte de Santa Catarina, serão ouvidas pela Justiça em audiência nesta quarta-feira (19), às 18h. A informação foi confirmada ao SCC10. Em entrevista ao jornal The Washington Post Amanda “É claro que enganei as pessoas, menti”, afirmou, segundo a polícia. “Mas não tinha intenção de aplicar um golpe em ninguém.” O caso ganhou repercussão no Brasil e levou a mulher a responder a acusações de fraude e falsidade ideológica em Santa Catarina, além de uma denúncia por fraude no Paraná. A defesa sustenta que ela não teria causado prejuízo financeiro às pessoas que a acolheram e afirma que a identidade falsa foi uma forma encontrada para sobreviver. “Foi a maneira que encontrou para sobreviver. Mas ela tem sido uma pessoa vulnerável por mais de 20 anos. Ela viveu nas ruas e não houve nenhuma alegação de que tenha obtido qualquer vantagem financeira, ou cometido roubo ou furto, o que, em teoria, significa que os elementos da fraude não foram comprovados", disse o advogado Lúcio Sousa. Relembre o caso De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Amanda se apresentava como “Gabriele Ferreira dos Santos” e dizia ter 12 anos. Segundo a denúncia, ela teria procurado uma igreja e afirmado ao pastor que sofria maus-tratos. Sem documentos e apresentada como adolescente, ela foi acolhida pela comunidade religiosa e recebeu ajuda financeira. Posteriormente, passou a morar com uma família em Joinville. Ainda segundo a denúncia, Amanda teria usado uma fala infantilizada, objetos associados à infância e simulado crises emocionais para sustentar a identidade de adolescente. Ela também teria afirmado ter autismo e outras condições de saúde. A investigação aponta ainda que a mulher relatava ter sofrido abusos e dizia que algumas características físicas eram consequência do uso forçado de hormônios durante a infância. A família chegou a organizar uma comemoração para o suposto aniversário de 12 anos e preparou um quarto para Amanda. Segundo o MPSC, os familiares também teriam fornecido medicamentos de alto custo para emagrecimento. **Sob supervisãoSão PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/testemunhas-depoem-no-caso-de-mulher-que-fingiu-ter-12-anos