Brasil

Maracanã tem protestos contra proibição de bets

Jogadores do Flamengo também usaram camiseta em defesa da liberação das apostas

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Camila Stucaluc
Maracanã tem protestos contra proibição de bets | Reprodução/redes sociais

Maracanã tem protestos contra proibição de bets | Reprodução/redes sociais

Torcedores do Flamengo protestaram, no domingo (11), contra a proibição das casas de apostas no Brasil. Nas arquibancadas do Maracanã, onde o grupo esperava a disputa contra o Fluminense, havia faixas com dizeres como "o futebol não pode ser vítima desse gol contra”.

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O protesto também alcançou os jogadores do Flamengo, que exibiram a frase “proibir não é proteger” na parte central da camisa. Antes, o espaço era ocupado pela marca da plataforma de apostas esportivas Betano, patrocinadora master do clube. O mesmo já havia sido feito na última semana, durante partida contra o Santos, na Vila Belmiro.

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A Medida Provisória que proibiu as apostas de quota fixa em todo o Brasil, as bets, foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 25 de setembro. A determinação prevê a extinção, em 30 dias, das autorizações concedidas às empresas que atualmente operam nesse mercado.

Ao justificar a medida, o governo disse que a experiência acumulada desde o início do mercado regulado mostrou que os mecanismos de controle existentes não seriam suficientes para proteger adequadamente a saúde e a estabilidade financeira das famílias.

Dados do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), por exemplo, estimam que as bets retiraram R$ 62,5 bilhões do orçamento das famílias brasileiras em 2025 — o equivalente a cerca de 0,68% da renda disponível.

Ao citar o montante gasto com as bets, o governo associou a atividade a impactos sobre consumo, arrecadação e distribuição de renda. Mencionou, ainda, riscos relacionados ao jogo problemático, como endividamento, ansiedade, depressão, isolamento social e aumento do risco de suicídio.

A proibição foi criticada pela Associação Nacional dos Jogos e Loterias (ANJL), que classificou a decisão como eleitoreira e juridicamente ilegal, e recomendou a seus operadores a não implementá-las. Segundo a entidade, a medida não acaba com as apostas no Brasil, mas com a proteção de quem aposta.

O mesmo é dito por alguns clubes de futebol, como o Flamengo, que apontam para o avanço das plataformas clandestinas no país. Além disso, alegam que a proibição terá impacto direto nas receitas das equipes, principalmente por causa da perda de contratos de patrocínio.

Escala 6x1

No jogo, também houve protestos pelo fim da escala de trabalho 6x1. A proposta, já aprovada pela Câmara, está programada para ser votada pelo Senado nesta quarta-feira (14). "6x1? Só neles! #peloFimdaEscala6x1" dizia um cartaz, relembrando uma goleada do Flamengo sobre o Vasco.

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