Política

Flávio aciona a Justiça Eleitoral contra diretor-geral da PF

Candidato do PL acusa Andrei Rodrigues de uso político da Polícia Federal após anúncio de apuração sobre suposta interferência internacional nas eleições

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André Barbeiro
Candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues | Foto: Reprodução

Candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues | Foto: Reprodução

A equipe jurídica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) protocolou, neste domingo (11), uma notícia-crime contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, na Justiça Eleitoral. A representação pede a abertura de uma investigação para apurar suposto uso da estrutura da corporação em benefício do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.

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Na petição, a defesa afirma que Rodrigues anunciou, no dia do primeiro turno das eleições, em 4 de outubro, uma apuração preliminar sobre possível interferência internacional no pleito. O procedimento teve como ponto de partida uma reportagem do jornal britânico The Guardian sobre recursos que poderiam ser destinados a um programa relacionado ao Brasil pelo governo dos Estados Unidos, liderado por Donald Trump.

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Os advogados de Flávio alegam que a divulgação ocorreu sem elementos suficientes e poderia influenciar o eleitorado.

“É esse triste quadro de manipulação da vontade popular que se submete à apreciação de Vossa Excelência”, afirma a notícia-crime.

O documento também sustenta que o procedimento anunciado pela PF foi arquivado em 7 de outubro por ausência de justa causa. Para a defesa, a conduta pode se enquadrar nos artigos 346 e 377 do Código Eleitoral, que tratam do uso de serviços públicos para beneficiar partidos políticos.

A equipe jurídica pede que os fatos sejam investigados pelo Ministério Público Eleitoral ou sob sua supervisão, além da realização de diligências para esclarecer o caso.

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