Eleições

Lula pressiona PL sobre fim da 6x1 em ato na Paulista

Presidente também falou sobre "tesouraço", segurança pública e abstenção na reta final da campanha contra Flávio Bolsonaro (PL)

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SBT News, com informações da Agência Brasil
| Ricardo Stuckert

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou neste domingo (11) de um ato pela reeleição na Avenida Paulista, em São Paulo, no qual buscou reforçar temas que devem marcar as últimas semanas da disputa contra Flávio Bolsonaro (PL).

A manifestação reuniu movimentos sociais, torcidas organizadas, entidades estudantis e grupos de fãs de artistas pop. A campanha de Lula estimou público superior a 1 milhão de pessoas, mas não houve contagem oficial da Polícia Militar nem estimativa independente da USP devido à restrição ao uso de drones na região do ato.

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Escala 6x1

A principal aposta foi proposta que acaba com a escala 6x1, prevista para ser votada nesta quarta-feira (14) no Senado.

“Vai se provar como é que o partido do meu adversário vai votar: se ele vai querer manter os trabalhadores trabalhando seis dias e descansando um, ou se ele vai votar para o trabalhador ter os dois dias de descanso”, disse.

O presidente também criticou a tentativa da oposição de adiar a votação para depois da eleição. Segundo Lula, isso seria uma forma de evitar o custo político de se posicionar sobre o tema antes do segundo turno.

Corte de gastos

No mesmo ato, Lula voltou a atacar o chamado “tesouraço” de R$ 200 bilhões defendido por Flávio Bolsonaro para reduzir despesas. O petista disse que cortes desse tipo poderiam atingir aposentadorias e políticas voltadas à população de baixa renda.

“O tesouraço dele possivelmente seria o mesmo tesouraço do [presidente da Argentina Javier Milei], ou seja, cortar direito do povo pobre, cortar direito do aposentado, cortar direito daqueles que precisam ganhar um pouco mais”, afirmou.

Segurança pública

Lula também citou a PEC da Segurança Pública e disse que a proposta deve ampliar a atuação do governo federal no combate ao crime. No discurso, ainda retomou críticas à gestão de Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia de covid-19 e destacou ações de seus governos na área de educação.

“A gente poderá dizer ao povo brasileiro o seguinte: para o povo trabalhador, para a comunidade, para o território, proteção; para os bandidos, prisão, porque o governo vai fazer uma intervenção na segurança pública, coisa que a Constituição não permite até agora", disse.

Apelo

Lula ainda pediu maior comparecimento às urnas no segundo turno, com menção específica aos eleitores com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo.

No primeiro turno, a abstenção ficou em 21,08%, com cerca de 33,4 milhões de eleitores fora das urnas -o maior percentual registrado em uma eleição presidencial desde 1998.

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