Política

Após críticas, Cleitinho tenta explicar vídeo com Alcolumbre

Bolsonaristas se revoltam e acusam o governador eleito “trair" o eleitor de Minas

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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) | Reprodução

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) | Reprodução

O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), reagiu e se explicou após ser alvo de críticas de bolsonaristas por publicar um vídeo ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

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Ainda na atuação como senador, Cleitinho segue defendendo o fim da escala 6x1. Ao lado de Alcolumbre, ele anunciou que o projeto será votado no Senado na próxima quarta-feira (14/10). Bolsonaristas se revoltaram e disseram que o governador eleito “traiu o eleitor de Minas".

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“O que eu fiz foi pedir para pautar esse projeto que venho lutando tem 3 anos! Não fiz vídeo elogiando ele ou apoiando ele. O vídeo é, além de institucional, claro. Estou pedindo que paute o projeto quarta feira!”, completou Cleitinho.

Em outro comentário, frisou que não votou em Alcolumbre para a presidência do Senado, mas, sim, em Eduardo Girão (Novo-CE). “Se todos os senadores que se dizem de direita tivessem votado no Girão, o Davi não seria presidente do Senado”.

Uma seguidora comentou em uma publicação do senador dizendo ter ficado decepcionada com o vídeo. Ele respondeu: “Eu não votei no Davi e sempre fiz campanha contra, mas ele é o presidente até dezembro. Para que meus projetos sejam aprovados, passa por ele”.

Ataques de bolsonaristas

Além de a pauta sobre a mudança na escala ser considerada eleitoralmente positiva para Lula (PT), Alcolumbre tem sido alvo frequente de críticas entre a direita por não pautar nenhum dos mais de 100 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

“O cara quer discutir um assunto que não é conveniente ao país neste segundo turno? Um dia a menos de trabalho é aumento de despesa na casa do brasileiro que vive em um país afundado nas mãos do Lula. A gente deve discutir isso depois que o Flávio entrar”, criticou um eleitor de Flávio Bolsonaro (PL), no X (antigo Twitter).

Outro posicionamento que incomodou foi o fato de Cleitinho ter prestado solidariedade à deputada federal eleita por Minas Ana Elisa (PT), que recebeu ameaças de morte e estupro.

“Cleitinho virou a casaca de vez e traiu o eleitor de Minas Gerais. Ele acaba de sair em defesa da militante extremista de esquerda: Ana Elisa”, publicou um perfil de extrema direita com mais de 60 mil seguidores no X.

Cleitinho e o fim da 6x1

No mês passado, durante sabatina promovida pelo Estado de Minas, Cleitinho se emocionou ao defender o fim da escala 6x1.

“Quando eu era do varejo e trabalhava com a minha família, a gente trabalhava de segunda a segunda, 7x7. Muito do que eu defendo é porque eu não vi meu pai poder ter um descanso. Quando chegava algum final de semana, algum feriado que a gente podia viajar, meu pai falava assim: ‘Vocês podem ir que eu vou ficar. Eu não vou, eu tenho que trabalhar’”, contou o congressista.

Cleitinho perdeu o pai, que sofria de câncer na bexiga, em abril de 2024. Ao se lembrar dele, o candidato se emocionou: “Tive oportunidade de ter um salário melhor e dar um descanso para o meu pai. E a hora que eu fui dar o descanso do meu pai, meu pai morreu”.

“Nenhum político tem moral para falar do fim da escala 6x1”, disparou o senador, afirmando que tem escala de “2x5” no Senado. Mesmo a pauta sendo empurrada pelo governo Lula, o senador, que é oposição, não vê constrangimento em apoiar.

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