Laboratório do Rio desenvolve tecidos que apagam chamas sozinhos
Pesquisa da Firjan cria materiais resistentes ao fogo que reduzem propagação de incêndios e dão mais tempo para evacuação

Elias Arruda
Um laboratório no Rio de Janeiro desenvolveu tecidos e materiais mais resistentes ao fogo e ao calor, capazes até de fazer com que as chamas se apaguem sozinhas em poucos segundos. O trabalho ganhou ainda mais importância após o incêndio em um shopping da cidade, que deixou dois mortos.
Pesquisadores do SENAI Firjan criaram um macacão feito com fibras especiais que impedem a propagação do fogo. Ao entrar em contato com as chamas, o material reage e faz o incêndio perder força rapidamente.
Os estudos começaram em 2016 e resultaram em uma linha de produtos voltados à segurança contra incêndios, tanto para ambientes pequenos quanto grandes.
Os tecidos já estão no mercado e podem ser utilizados por trabalhadores expostos a riscos, como petroleiros, soldadores e operários da construção civil.
Além de roupas, a tecnologia também foi aplicada em revestimentos para tetos, painéis para paredes e materiais internos de automóveis. Todos têm como principal função dificultar a propagação das chamas.
Como a tecnologia funciona?
Segundo os pesquisadores, as fibras podem ser naturalmente resistentes ao fogo ou receber tratamentos especiais, como banhos com cerâmicas e outros compostos retardantes de chama — caso de cortinas antichamas e painéis para construção.
Nos testes, o material tratado é exposto diretamente ao fogo. Em vez de queimar, ele resiste e libera pouca ou nenhuma fumaça tóxica.









