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Justiça aceita recuperação judicial da Tok&Stok e Mobly

Empresas acumulam dívida de R$ 1,1 bilhão e alegam impacto dos juros altos

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Antonio Souza, Agência SBT
oja da Tok&Stok em Alphaville, na Grande São Paulo • Foto: Tok&Stok/Divulgação

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O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) aceitou nesta segunda-feira (15) o pedido de recuperação judicial do Grupo Toky, controlador da Tok&Stok e da Mobly. A decisão foi comunicada pela companhia ao mercado e marca uma nova etapa na tentativa de reestruturar as finanças do grupo.

Segundo a petição apresentada à Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo, as operações ligadas à Tok&Stok e à Mobly acumulam dívidas de aproximadamente R$ 1,1 bilhão.

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O Grupo Toky atribui a necessidade da recuperação judicial ao cenário econômico adverso, caracterizado por juros elevados, restrição ao crédito e alto nível de endividamento das famílias brasileiras, fatores que impactaram diretamente o desempenho do setor varejista.

A empresa informou que tentou renegociar suas obrigações financeiras com credores, mas as negociações não alcançaram os resultados esperados. De acordo com o grupo, o endividamento continuou crescendo, tornando necessária a adoção da medida judicial.

Em comunicado, o Grupo Toky afirmou que a recuperação judicial tem como objetivo preservar as operações da Tok&Stok e da Mobly, garantir a continuidade do atendimento aos clientes, manter empregos e criar condições para a renegociação das dívidas com os credores.

Relembre o caso

O Grupo Toky, dono da Tok&Stok e da Mobly, entrou no dia 12 de maio com pedido de recuperação judicial, citando um ambiente macroeconômico desafiador, especialmente para o setor de varejo de móveis e decoração, caracterizado por fatores como taxas de juros ainda elevadas e maior nível de endividamento das famílias.

Segundo o grupo, tal circunstância "exige a adoção urgente de medidas adicionais destinadas a preservar suas atividades, proteger sua liquidez e permitir a implementação de uma reestruturação ordenada de seu endividamento e de sua estrutura de capital".

A empresa disse que o pedido de recuperação judicial, autorizado pelo conselho de administração, busca "resguardar a companhia e as suas controladas, viabilizar a continuidade de suas atividades, preservar os serviços por elas prestados, preservar seu valor e sua função social, bem como criar condições para a negociação e implementação de solução adequada para suas obrigações".

O pedido foi ajuizado na Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível do Estado de São Paulo, sob segredo de Justiça.

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