Economia

Índice de preços recua 0,51% com barateamento da energia

O indicador IGP, do FGV IBRE, caiu em agosto e confirmou a deflação dos preços de 1,13% observada em julho

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Artur Maldaner
Conta de energia | Divulgação/Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Conta de energia | Divulgação/Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O Índice Geral de Preços - 10 (IGP) recuou 0,51% em agosto e confirmou o cenário de deflação visto no mês de julho, de 1,13%, informou o FGV IBRE nesta segunda (17). Com o resultado, o IGP acumula uma alta de 1,48% em 2026 e de 2% em 12 meses.

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O resultado do último mês pode ser atribuído à queda dos preços de energia e dos combustíveis, aponta o IBRE. Na visão do economista Matheus Dias, a queda da energia elétrica não decorreu de movimentos de mercado, mas, sim, pela aplicação do Bônus de Itaipu.

“O benefício, concedido às residências com consumo de até 350 kWh, contribuiu de forma significativa para a queda de 8% da energia elétrica residencial no Índice de Preços ao Consumidor (IPC)”, explica.

Um dos componentes do cálculo do IGP, o IPC caiu 0,47% em agosto, com desaceleração em relação ao mês anterior, quando subiu 0,23%. Entre as diferentes categorias de despesa, tiveram maior queda os preços da habitação, em 1,10%, da alimentação, em 0,91%, e dos transportes, em 0,49%.

Apenas as despesas variadas aumentaram no último mês, e foram de 0,80% em julho para 1,08% em agosto.

Preços ao produtor cai

Já o Índice de Preços ao Produtor Amplo, que compõe a maior parte do cálculo do IGP, de 60%, recuou em 0,69% em agosto, queda menos intensa em comparação ao mês anterior, de 1,76%.

“No IPA, o principal impacto veio do grupo de derivados de petróleo e biocombustíveis, que registrou recuo de 10%. Também merece destaque a variação dos produtos químicos, com queda de 1,48%”, disse o economista.

Também foi vista queda em dois dos três estágios de processamento. Em agosto, o grupo dos bens finais caiu em 0,62% e o dos bens intermediários caiu em 1,98%. Apenas as matérias-primas brutas, que apresentou alta de 0,23% no último mês, após cair 4,47% em julho.

Custo da construção aumenta

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou alta de 0,65% em agosto, mesmo resultado de julho. No último mês, os preços dos materiais e equipamentos aumentaram em 0,20%, os serviços em 0,34% e a mão de obra em 1,25%, contribuindo para um encarecimento do mercado de obras.

“No INCC, a alta reflete reajustes de mão de obra em todas as capitais, com Porto Alegre chegando a registrar 3,5%”, disse Matheus Dias.

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