Economia

Maioria acha improvável ficar desempregado, mostra FGV

Pesquisa aponta que 59,3% dos brasileiros veem pouca chance de ficar sem trabalho; índice aumentou 4,9 pontos percentuais no último ano

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Artur Maldaner
Vendedora entrega fragrâncias aos pedestres no centro do Rio de Janeiro | (Tomaz Silva/Agência Brasil)

Vendedora entrega fragrâncias aos pedestres no centro do Rio de Janeiro | (Tomaz Silva/Agência Brasil)

A maior parte dos brasileiros acredita que possui uma chance baixa de perder o emprego, mostra pesquisa da FGV IBRE divulgada nesta sexta-feira (14).

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Entre os entrevistados, 59,3% declararam que é improvável que fiquem sem sua fonte de renda nos próximos seis meses.

O levantamento mostrou ainda que 10,2% deles acham "muito improvável" perder o sustento. Por outro lado, 28,6% dos respondentes não souberam dizer se possuem chances de perder o emprego, enquanto 12,1% acham provável.

Os dados são referentes ao trimestre de maio a julho.

Em julho de 2025, 54,4% dos entrevistados avaliavam como improvável perder o emprego. O percentual subiu 4,9 pontos percentuais no último ano.

Por sua vez, a parcela de pessoas que consideravam provável ficar desempregadas em julho de 2025 era de 16,4%, uma queda de 4,3 pontos percentuais, atingindo o menor nível da série histórica. A parcela dos indecisos também recuou 0,6 ponto percentual no mesmo período.

Gráfico de chance de desemprego | (Reprodução/FGV IBRE)
Gráfico de chance de desemprego | (Reprodução/FGV IBRE)

Na análise do superintendente adjunto do FGV IBRE, Rodolpho Tobler, o indicador reforça a percepção de um mercado de trabalho aquecido, que deve continuar registrando taxas baixas de desemprego e crescimento na empregabilidade, "mesmo com alguma desaceleração da economia".

Em junho, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) observou uma taxa de desemprego de 5,4% no Brasil no segundo trimestre do ano. O valor representa uma queda de 0,7 ponto percentual em relação ao trimestre de janeiro a março.

A perspectiva é que o mercado continue aquecido, afirma Tobler. "Os números sobre o mercado de trabalho podem até evoluir em ritmo menos intenso nessa segunda metade do ano, mas ainda em patamar positivo", disse o economista.

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