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Governo de SP sanciona salário mínimo de R$ 1.874

Valor representa um aumento de 15,6% em relação ao piso nacional

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Camila Stucaluc
Tarcísio sanciona salário mínimo paulista de R$ 1.874 | Pexels

Tarcísio sanciona salário mínimo paulista de R$ 1.874 | Pexels

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sancionou na quinta-feira (28) a lei que reajusta o piso salarial paulista de R$ 1.804 para R$ 1.874,36. A mudança, que entra em vigor no dia 1º de junho, representa um aumento de 15,6% em relação ao piso mínimo nacional (R$ 1.621).

Criado em 2007, o piso estadual permite que trabalhadores paulistas recebam remunerações acima do salário mínimo nacional. Os valores propostos pelo Estado consideram as condições de demanda de mão-de-obra e custo de vida, incorporando especificidades do mercado de trabalho local.

No ano passado, um projeto de lei unificou o piso estadual para 70 categorias profissionais específicas que não têm salário mínimo profissional definido por lei federal, convenção ou acordo coletivo de trabalho.

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A medida abrange funções como trabalhadores domésticos, cuidadores de idosos e de pessoas com deficiência, serventes, trabalhadores agropecuários, auxiliares de serviços gerais, vendedores, garçons, motoboys, pedreiros, encanadores, pintores, operadores de telemarketing e trabalhadores de limpeza e conservação, entre outras atividades.

Endividamento em alta

O reajuste do piso estadual ocorre em meio ao aumento do endividamento das famílias paulistas. Segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o índice chegou a 72,9% em abril, maior nível em três anos, com 3,28 milhões de lares na capital com algum tipo de dívida.

Especialistas explicam que a alta reflete o impacto da inflação de março sobre o orçamento familiar. Com os preços de alimentos e combustíveis pressionados e agravados pelo conflito no Oriente Médio, parte dos lares passou a recorrer ao crédito para cobrir despesas do cotidiano.

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