Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida: saiba como ficam regras de financiamento para classe média
Nova modalidade do programa habitacional atende famílias com renda de até R$ 12 mil e oferece juros reduzidos, prazos longos e imóveis de até R$ 500 mil
W
Warley Júnior
16/04/2025, 12:38 • Atualizado em 16/04/2025, 12:40
compartilhar
Proposta do governo é ampliar o acesso à casa própria | Distribuição/Joédson Alves/Agência Brasil
O governo federal anunciou neste mês a criação da Faixa 4 do programa Minha Casa, Minha Vida, voltada para famílias com renda mensal de até R$ 12 mil. A nova modalidade, chamada Minha Casa, Minha Vida – Classe Média, foi aprovada nessa terça-feira (15) pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e deve começar a valer na primeira quinzena de maio.
Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.
Com a nova faixa, o programa passa a atender um público que até então ficava fora das condições mais acessíveis de crédito habitacional oferecidas com recursos do FGTS. A proposta é ampliar o acesso à casa própria, oferecendo condições mais vantajosas do que as praticadas atualmente no mercado financeiro.
Como vai funcionar a Faixa 4
+ Renda familiar mensal:até R$ 12 mil;
+ Valor máximo do imóvel:até R$ 500 mil;
+ Juros nominais:10% ao ano (abaixo das taxas médias de mercado);
+ Prazo de pagamento: até 420 meses (35 anos);
+ Previsão de início:primeira quinzena de maio de 2025 (data exata ainda não divulgada);
+ Famílias beneficiadas:cerca de 120 mil, segundo estimativa do governo.
Recursos disponíveis
O financiamento da Faixa 4 será viabilizado por meio de uma parceria entre FGTS e instituições financeiras habilitadas. Serão R$ 15 bilhões do fundo, somados a outros R$ 15 bilhões captados junto aos bancos, totalizando R$ 30 bilhões em recursos voltados ao crédito habitacional para a classe média.
Objetivo é ampliar acesso à moradia
Para o Ministério das Cidades, responsável pelo programa, a criação da nova faixa corrige uma lacuna no acesso à moradia digna para um grupo que, embora não seja de baixa renda, também enfrenta dificuldades para financiar imóveis com as condições atuais do mercado.
"Criamos o Minha Casa, Minha Vida – Classe Média e seguimos com o nosso compromisso de mostrar que este é um programa para todos", afirmou o secretário-executivo da pasta, Hailton Madureira.
O secretário Nacional de Habitação, Augusto Rabelo, reforça que a medida integra uma política habitacional mais inclusiva. "Além da classe média, essa medida vai beneficiar as famílias de menor renda, promovendo acesso mais amplo à moradia", destacou.
Outras mudanças no programa
Além da Faixa 4, o governo também atualizou os limites das faixas existentes:
+ Faixa 1: renda de até R$ 2.850;
+ Faixa 2:renda de até R$ 4,7 mil;
+ Faixa 3: passa a atender famílias com renda de até R$ 8,6 mil, permitindo aquisição de imóveis de até R$ 350 mil, com juros entre 7,66% e 8,16% ao ano.
A expectativa é de que as mudanças no programa beneficiem mais de 100 mil famílias com redução nas taxas de juros, sendo que 20 mil delas também passarão a ter acesso aos subsídios do FGTS.
O pacote habitacional ainda prevê o aumento dos tetos de valor dos imóveis financiáveis em cidades com menos de 100 mil habitantes, com objetivo de estimular a oferta habitacional em regiões menores e descentralizar o acesso ao programa.
Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida: saiba como ficam regras de financiamento para classe médiaNova modalidade do programa habitacional atende famílias com renda de até R$ 12 mil e oferece juros reduzidos, prazos longos e imóveis de até R$ 500 milBrasil2025-04-16T12:38:11.436ZO voltada para famílias com renda mensal de até R$ 12 mil. A nova modalidade, chamada Minha Casa, Minha Vida – Classe Média, foi aprovada nessa terça-feira (15) pelo Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e deve começar a valer na primeira quinzena de maio. Com a nova faixa, o programa passa a atender um público que até então ficava fora das condições mais acessíveis de crédito habitacional oferecidas com recursos do FGTS. A proposta é ampliar o acesso à casa própria, oferecendo condições mais vantajosas do que as praticadas atualmente no mercado financeiro. Como vai funcionar a Faixa 4 + Renda familiar mensal: até R$ 12 mil; + Valor máximo do imóvel: até R$ 500 mil; + Juros nominais: 10% ao ano (abaixo das taxas médias de mercado); + Prazo de pagamento: até 420 meses (35 anos); + Previsão de início: primeira quinzena de maio de 2025 (data exata ainda não divulgada); + Famílias beneficiadas: cerca de 120 mil, segundo estimativa do governo. Recursos disponíveis O financiamento da Faixa 4 será viabilizado por meio de uma parceria entre FGTS e instituições financeiras habilitadas. Serão R$ 15 bilhões do fundo, somados a outros R$ 15 bilhões captados junto aos bancos, totalizando R$ 30 bilhões em recursos voltados ao crédito habitacional para a classe média. Objetivo é ampliar acesso à moradia Para o Ministério das Cidades, responsável pelo programa, a criação da nova faixa corrige uma lacuna no acesso à moradia digna para um grupo que, embora não seja de baixa renda, também enfrenta dificuldades para financiar imóveis com as condições atuais do mercado. "Criamos o Minha Casa, Minha Vida – Classe Média e seguimos com o nosso compromisso de mostrar que este é um programa para todos", afirmou o secretário-executivo da pasta, Hailton Madureira. O secretário Nacional de Habitação, Augusto Rabelo, reforça que a medida integra uma política habitacional mais inclusiva. "Além da classe média, essa medida vai beneficiar as famílias de menor renda, promovendo acesso mais amplo à moradia", destacou. Outras mudanças no programa Além da Faixa 4, o governo também atualizou os limites das faixas existentes: + Faixa 1: renda de até R$ 2.850; + Faixa 2: renda de até R$ 4,7 mil; + Faixa 3: passa a atender famílias com renda de até R$ 8,6 mil, permitindo aquisição de imóveis de até R$ 350 mil, com juros entre 7,66% e 8,16% ao ano. A expectativa é de que as mudanças no programa beneficiem mais de 100 mil famílias com redução nas taxas de juros, sendo que 20 mil delas também passarão a ter acesso aos subsídios do FGTS. O pacote habitacional ainda prevê o aumento dos tetos de valor dos imóveis financiáveis em cidades com menos de 100 mil habitantes, com objetivo de estimular a oferta habitacional em regiões menores e descentralizar o acesso ao programa. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/faixa-4-do-minha-casa-minha-vida-saiba-como-ficam-regras-de-financiamento-para-classe-media
'Selo de acurácia' do TSE divide institutos de pesquisa
Prêmio para acertos nos resultados nas urnas é visto tanto como oportunidade para alavancar empresas menores quanto como iniciativa sem sentido prático